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Linhas da reconstrução do BPF: 81% já chegou aos empresários

“Os bancos comerciais querem fazer crédito, o Banco de Fomento quer conceder garantias, só precisamos mobilizar os empresários para poderem fazer mais e ainda melhores projetos”, disse o CEO do BPF.

AGonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento, adiantou no Fórum Banca 2026 que “estão contratados ou em contratação” 1.083 milhões de euros com a banca comercial para ajudar à reconstrução das zonas afetadas pela depressão Kristin, correspondendo a 4.686 candidaturas, sendo que “81% do montante total candidatado já está ao dispor” dos empresários”.
No total, o Banco de Fomento recebeu 6.750 candidaturas nos primeiros 33 dias de abertura do Portal da Banca (eram 5.921 na semana passada), correspondentes a “mais de 1.400 milhões de euros”.
“O mapa dos impactos está obviamente centralizado no distrito de Leiria, que tem 45% das candidaturas, com 614 milhões de euros”, detalha Gonçalo Regalado. “O segundo distrito, nem sempre muitas vezes olhado desta forma, é Santarém, com 223 milhões de euros e 16% das candidaturas. O terceiro distrito é Coimbra, com 174 milhões de euros e 13% das candidaturas. E o quarto é Lisboa, porque as empresas estão aqui sediadas, mas têm as instalações nas regiões de catástrofe”, acrescenta.
No que diz respeito à dimensão, “86% das empresas que se candidataram e que estão a ser apoiadas são micros e pequenas empresas”, abrangendo 48% do montante. “Mas também não abandonamos as grandes empresas, que têm 2% do número de candidaturas e 11% do montante”. Relativamente ao risco, o rating médio da carteira “é de alta qualidade”. Ou seja, está “na casa dos 6”, numa escala em que o pior vai “até 15 ou 16 em casos mais alongados”.
“Todos os bancos comerciais estão a fazer o seu caminho”, referiu Gonçalo Regalado sem referir nomes. “Há dois bancos na ‘pole position’, há depois um terceiro banco também bastante ativo e a ganhar quota de mercado em dimensão e em impacto”, disse o CEO do BPF, embora ressalvando que todas as instituições financeiras envolvidas estão a fazer o seu trabalho.
“Quando vemos o número de candidaturas, vemos que os seis bancos com maior relevância no sistema têm em número uma muito maior proximidade, com quotas de mercado entre os 10, 12% e os 20%”, sublinhou Gonçalo Regalado.

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