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Grande Entrevista
Notícias
“Em poucos anos, estaremos no top três ou no top cinco [na advocacia]”
O territory senior partner da PwC Portugal vê o negócio a crescer. Mais do que duplicou em seis anos, mesmo com os todos os desafios. Estão nos PALOP, reentraram na tecnologia, no legal, em que têm ambicão. “Onde estamos, temos de ser os melhores”, diz. Com base nas pessoas, no talento. Esse é o foco, mesmo com IA.
“É sempre possível estar aberto a alguma ideia de M&A”
Paula Gomes Freire : A managing partner da Vieira de Almeida definiu um objetivo ambicioso para a sociedade: crescer a dois dígitos. Como? Para outros mercados, com novos produtos e serviços, mais negócio e, também, abertura à consolidação. Focando-se no essencial, no cliente e em criar valor. E adaptando-se às transformações que estão a mudar o setor.
“A internacionalização, hoje, é fundamental e requer investimento”
Deixou a presidência da Associação das Sociedades de Advogados de Portugal (ASAP) com dois mandatos cumpridos e um mercado “radicalmente” mudado. Para a frente, antevê desafios, do burilar a legislação apressada à adoção de novas tecnologias e gestão das suas consequências. E à fundamental internacionalização, que o mercado já é pequeno para a ambição dos seus protagonistas.
“Portugal é um mercado pequeno e a internacionalização quase que se autoimpõe”
O managing partner da Morais Leitão, sociedade de advogados líder do mercado em Portugal, aponta que o caminho para o crescimento é a internacionalização. E que só crescendo é possível captar e reter talento. Quer ganhar quota em áreas de prática em que é forte, mas também apostar em nichos, incluindo na tecnologia. Vê Portugal com condições para ser um paraíso para os investidores, assim garanta estabilidade legislativa e celeridade processual.
“África é um continente prioritário para o investimento”
O sócio da CMS Portugal responsável pela área da África Lusófona, e que integra o comité executivo da CMS África, afirma que o continente africano é uma prioridade para a sociedade de advogados, porque é ali que vai estar o crescimento no futuro. Em Angola, as peças juntam-se para chamar os investidores. Têm de olhar para as infraestruturas, a transição energética, para o turismo e a agroindústria.
“É previsível que a defesa tenha um crescimento relevante e se torne apetecível”
Incerteza económica, turbulência geopolítica e o desfasamento de expectativas entre compradores e vendedores continuam a travar decisões de M&A. Há pipeline e há liquidez e o próximo ano promete mais dinamismo, mas com um otimismo prudente. O sócio de Corporate M&A da PLMJ aponta os setores da tecnologia, turismo, saúde, energia e defesa como motores potenciais, assim se resolvam os estrangulamentos.
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