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A narrativa pública em Portugal é pródiga em transformações. Nos discursos e comentários políticos, artigos de opinião, programas partidários, planos de desenvolvimento e tutti quanti, a palavra “transformação” assoma fatalmente, só rivalizando com outras buzzwords do momento, como “desafios”, “oportunidades” e “estratégias”.
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Na peça “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, recentemente em cena no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a personagem principal, interpretada por Wagner Moura, proclamou alto e bom som: “A verdade acabou”.
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“As palavras também têm caminhos por dentro, há que percorrê-los”
valter hugo mãe, O Apocalipse dos Trabalhadores
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É o que é”. A frase anda na boca de toda a gente em Portugal, como a famosa pasta dentífrica.
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A turbulência geopolítica que estamos a viver é também resultado de uma disputa por recursos energéticos, numa altura em que os níveis de produção e consumo mundial de energia são os mais elevados de sempre.
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O comboio de tempestades que atravessou o país, com danos severos na região centro, confirmaram a nossa vulnerabilidade estrutural face a eventos climáticos extremos.
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