Desde 2021 que a Xiaomi tem dado cartas no mercado tecnológico nacional, sendo, pelo quinto ano consecutivo, a segunda marca que mais vende smartphones. O objetivo é chegar ao primeiro lugar.
Ao jornal Económico, Tiago Flores, country manager da marca em Portugal, assegura que a empresa olha para o seuo negócio de “uma forma transversal” e que quer “trazer para todos os consumidores a melhor tecnologia, independentemente do segmento do preço”.
Tiago Flores frisa que a marca tem “apresentado esse tipo de consistência” com um “portefólio que cobre todos os tipos de consumidor” e, portanto, acredita que será possível alcançar essa meta.
Numa altura em que a marca se prepara para lançar a mais recente gama de aparelhos tecnológicos, Tiago Flores comenta que 2025 foi um “ano de transformação”, focado no lançamento de ecossistemas inteligentes, como o «Human x Car x Home», que permite digitalizar 360 a vida de um utilizador.”
Esta é uma oferta “cada vez mais utilizada”, sendo que este ecossistema continua a crescer. “Nos últimos anos temos alargado muito esse ecossistema, que agora é composto por televisões, que é a principal categoria, representando 30% da faturação de ecossistema, wearables e parte doméstica, com robôs”, refere.
No ano passado foi a vez dos grandes eletrodomésticos da marca chegarem ao mercado nacional, tendo tido uma procura no mercado “superior às expectativas”.
A marca pretende continuar a apostar neste ecossistema. “Esta equação é a equação que nós consideramos de maior diferenciação e que nos permitirá continuar a desenvolver a nossa tecnologia de forma 360 para o utilizador”, sublinha. “Nós vemos o utilizador no centro da nossa tecnologia, quer seja com equipamentos pessoais, domésticos ou de mobilidade”, acrescenta.
Esta última também tem sido outra das apostas da marca, que já possui trotinetes elétricas, sendo a mais recente a eletric scooter 5 plus. Contudo, a marca não fica por aqui. Já apostou em automóveis no mercado chinês, tornando-se rapidamente num dos nomes de referência. Agora quer aventurar-se em mais mercados, tendo 2027 como referência.
“Os executivos da companhia já estabeleceram a meta de 2027 para trazer este negócio para fora do mercado doméstico”, afirma. “Estamos muito ansiosos para que assim seja, porque de facto vai permitir, também no mercado internacional, oferecer ao consumidor este ecossistema”, salienta.
Apesar de já existir uma data de referência, ainda não há detalhes de quais serão os primeiros mercados a receber os modelos automóveis da marca. “Há, de facto, essa vontade dos executivos da companhia de trazerem esse negócio o mais rápido possível para os mercados internacionais, mas ainda não há detalhes sobre o desenvolvimento ou especificação de mercados”, garante Tiago Flores. Contudo, na sua opinião o mercado europeu “é muito prioritário para a companhia”. “Portugal tem bons resultados e uma penetração da marca já muito evoluída, o que faz com que a empresa olhe o país como um dos mercados que poderá estar na vanguarda do desenvolvimento desse negócio”, realça.
Xiaomi quer carros no mercado internacional em 2027
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A multinacional tecnológica chinesa quer expandir o seu negócio automóvel para os mercados internacionais em 2027, contudo ainda não há detalhes sobre os primeiros mercados.