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Vendas da Esprinet aumentam 37% para os 60 milhões

Portugal foi o mercado em que as receitas da empresa mais cresceram no primeiro semestre de 2026, comparativamente com o período homólogo do ano passado.

A Esprinet, um dos principais grupos do Sul da Europa na distribuição de produtos tecnológicos e na disponibilização de aplicações e serviços para a transformação digital e a transição verde, atingiu vendas globais de 2,1 mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 8% face ao período homólogo. Em Portugal, registou um crescimento de 37% para os 60,2 milhões de euros de vendas líquidas. “Reforçámos a equipa, aproximámo-nos dos parceiros, ganhámos quota junto de fabricantes estratégicos e, sobretudo, começámos a participar em negócios de maior dimensão. Muitos desses negócios foram conquistados, não apenas pelo preço, mas pela nossa capacidade de apresentar uma solução completa, combinando produto, apoio comercial, serviços logísticos, financiamento e acompanhamento ao longo de todo o processo”, explica Ricardo Ferreira, country manager da Esprinet Portugal e da V-Valley Portugal, ao Jornal Económico.
A evolução do mercado tecnológico português está a levar as empresas a procurar cada vez mais soluções que respondam a necessidades concretas do negócio, numa lógica que ultrapassa a simples aquisição de equipamentos. Nesse contexto, a relação entre fornecedores e clientes assume uma importância crescente. “Hoje, o mercado português continua extremamente competitivo, mas parece-me que os clientes estão cada vez mais focados no valor que conseguem retirar da tecnologia e menos, apenas, na aquisição de equipamentos. As empresas procuram parceiros que compreendam os seus desafios e que consigam acrescentar valor para além da simples transação comercial”, acrescenta Ricardo Ferreira.
Apesar da crescente aposta em áreas tecnológicas de maior valor acrescentado, o mercado mantém uma forte procura por soluções mais tradicionais, nomeadamente na renovação dos postos de trabalho. A par desta realidade, segmentos como a cloud, a cibersegurança e os serviços especializados têm vindo a ganhar relevância. “Continuamos a assistir a uma procura muito relevante nas áreas mais tradicionais do mercado tecnológico, como o negócio de workplace, que continua a ter um peso muito relevante. Falo nomeadamente de computadores, portáteis e tudo o que está associado à renovação dos postos de trabalho. Ao mesmo tempo, existe uma contribuição crescente das áreas de maior valor acrescentado, como cloud, cibersegurança, software, infraestrutura de data center e serviços especializados. Estas áreas nem sempre têm o mesmo volume do hardware tradicional, mas são muito importantes porque criam relações mais duradouras e negócios com maior valor para todo o canal”, explica o gestor.
Num mercado em permanente transformação, a capacidade de acompanhar as necessidades dos clientes e de reforçar as competências internas torna-se determinante para assegurar um crescimento sustentado. A estratégia passa, assim, por consolidar relações e continuar a melhorar a qualidade do serviço. “O nosso foco continua a ser melhorar continuamente o serviço que prestamos, reforçar competências e aprofundar as relações que temos com o mercado. Se continuarmos a fazer bem essas coisas, acredito que teremos condições para continuar a evoluir de forma consistente”, afirma.
A transformação tecnológica das empresas abre novas áreas de negócio e cria oportunidades em vários segmentos, desde a adoção de novas tecnologias até à modernização de organizações públicas e privadas. “As principais oportunidades estão na renovação tecnológica das empresas, na inteligência artificial, na cloud, na cibersegurança, nos serviços especializados e na eficiência energética. Há também oportunidades nos projetos da Administração Pública e na modernização das pequenas e médias empresas, que continuam a representar uma parte essencial da economia portuguesa”, sublinha.
A expansão da inteligência artificial está a transformar o setor tecnológico, criando novas necessidades ao nível da infraestrutura e influenciando, de forma crescente, diferentes áreas da tecnologia. Esta evolução traduz-se não apenas num aumento da procura por capacidade de processamento e armazenamento, mas também na integração de funcionalidades de IA em equipamentos, software e soluções de segurança e produtividade.
“O impacto mais visível está na procura por infraestrutura, como servidores, armazenamento, redes, capacidade de processamento e componentes preparados para cargas de trabalho de inteligência artificial. Mas o efeito da IA não se limita à infraestrutura. Começa também a estar presente nos próprios equipamentos, no software, na cibersegurança e nas ferramentas de produtividade. Acredito que, nos próximos anos, praticamente todas as categorias tecnológicas terão alguma componente associada à inteligência artificial”, conclui Ricardo Ferreira, country manager da Esprinet Portugal e da V-Valley Portugal, ao Jornal Económico.

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