O recurso a transferências a crédito caiu pela primeira vez desde 1999. Os dados constam do Relatório dos Sistemas de Pagamentos de 2025, publicado esta quinta-feira.
O relatório do Banco de Portugaal revela ainda que os pagamentos de retalho em Portugal aumentaram tanto em quantidade (10,7%) como em valor (12,8%), acompanhando o crescimento da economia. Os instrumentos de pagamento eletrónicos representaram 99,9% da quantidade de operações efetuadas sem recurso a numerário, segundo o BdP.
Os cartões continuaram a ser o instrumento mais utilizado nos pagamentos do dia a dia. O recurso à tecnologia contactless aumentou 15,3% em quantidade e 19,0% em valor. As operações contactless correspondem a 57,9% das compras com cartão e a 47,6% do seu valor. As compras online com cartões nacionais também cresceram, 19,3% em quantidade e 19,7% em valor.
Já a utilização de cheques continuou a diminuir, ainda que o montante total de pagamentos realizados com este instrumento de pagamento tenha subido 4,1%.
Indo ao encontro da recomendação da Autoridade da Concorrência, que sugeriu a portabilidade das contas bancárias, o BdP está a equacionar a utilização do SPIN — um sistema que permite fazer transferências bancárias usando apenas o número de telemóvel (para particulares) ou o Número de Identificação Fiscal (NIF) e o Número de Identificação de Pessoa Coletiva (NIPC), em vez da introdução do IBAN completo — para agilizar a mudança de contas, por exemplofacilitando a transferência de débitos diretos.
Transferências imediatas disparam em 2025
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Em 2025 foram realizadas 17 vezes mais transferências imediatas do que em 2024, com um valor total quase cinco vezes superior. Tal deveu-se à entrada em vigor do Regulamento (UE) 2024/886 e à migração, ao longo do ano, de transferências baseadas em cartão para operações assentes em transferências imediatas.