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Earnings Season prossegue na Europa

Depois de a maior parte das empresas norte-americanas já terem apresentado os seus resultados, a Earnings Season continua agora na Europa.

Depois de a época de resultados nos EUA ter entrado numa fase final, com grande parte das empresas do S&P 500 já terem apresentado os seus dados trimestrais, a atenção dos investidores começa a deslocar-se para a Europa. A Earnings Season europeia tem surpreendido pela positiva, com os lucros das empresas do STOXX 600 a encaminharem-se para o crescimento mais forte dos últimos anos, apoiados sobretudo pelos setores financeiro e energético.
Nos EUA, o principal destaque passa pela Nvidia, que informou que as suas receitas totais neste período foram de 81,62 mil milhões de dólares (70,39 mil milhões de euros), superando as estimativas de 78,86 mil milhões de dólares (68,01 mil milhões de euros), com os rendimentos provenientes dos centros de dados a situarem-se nos 75,2 mil milhões de dólares (64,85 mil milhões de euros), superando também os 72,8 mil milhões de dólares (62,78 mil milhões de euros) previstos. No mesmo setor, a Analog Devices também apresentou resultados acima das expectativas, com receitas de 3,62 mil milhões de dólares (3,12 mil milhões de euros) no segundo trimestre, acima dos 3,51 mil milhões de dólares (3,03 mil milhões de euros) esperados pelos analistas. Na Europa, a Generali registou um resultado operacional de 2,23 mil milhões de euros no primeiro trimestre, uma subida de 8,1% e acima das previsões de 2,04 mil milhões de euros. Apesar disso, o lucro líquido caiu 2,2%, para 1,17 mil milhões de euros, devido à volatilidade dos mercados financeiros e a um efeito fiscal extraordinário em França. As ações da seguradora italiana valorizaram 2,6% após os resultados. Por sua vez, a Currys, do Reino Unido, previu um aumento de 18% no lucro ajustado antes de impostos no exercício terminado a 2 de maio de 2026, o que se traduzirá em cerca de 191 milhões de libras, acima dos 162 milhões de libras registados no ano anterior e da previsão anterior da empresa, que apontava para um intervalo entre 180 e 190 milhões de libras.
Em Portugal, a Mota-Engil apresentou o seu melhor primeiro trimestre de sempre, com o resultado líquido a subir 31% y/y, para 35 milhões de euros. A receita cresceu 2%, para 1,394 mil milhões de euros, enquanto o EBITDA aumentou 10%, para 234 milhões de euros, com a margem a melhorar para 17%. Por sua vez, a Semapa registou um lucro atribuível aos acionistas de 513,3 milhões de euros no primeiro trimestre, impulsionado pela mais-valia provisória de 482,3 milhões de euros gerada pela venda da Secil. Por fim, é de destacar a EDP, que anunciou que vai integrar, na sua subsidiaria EDP Brasil, a totalidade da EDP Renováveis Brasil.

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