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Salvador Caetano defende “programa de abate robusto”

Caetano Auto defende programa ambicioso de abate que abranja todas as motorizações. Alteração das metas europeias não é suficiente. Crescimento previsto nos (quase) 50 mercados e estudo de novas oportunidades.

Aaposta nos carros elétricos e nos carros chineses é mesmo para manter. A garantia é dada pelo presidente da Salvador Caetano Auto, a maior retalhista automóvel ibérica, cuja ambição de crescer vai manter-se em 2026.
“Temos crescido imenso em Portugal, Espanha, Europa de Leste, países nórdicos e agora Irlanda. Queremos reforçar operações nestes países, mas continuamos a estudar outras oportunidades”, disse ao JE Sérgio Ribeiro, líder da Salvador Caetano Auto.
Responsável pela chegada da BYD a Portugal, entre outras marcas chinesas, o gestor destaca a sua importância.
“Tem sido importante porque as marcas chinesas têm o seu papel e o seu espaço no mercado. Até porque, ao contrário do que existia há muitos anos atrás, o factor produto é relevante, e este tem bastante qualidade. E quando tem qualidade tem sempre espaço e queremos ocupar parte desse espaço. Queremos proporcionar aos nossos clientes diferentes alternativas. Independentemente de todo o barulho que, por vezes, circula à nossa volta. Não fazemos política, estamos cá para defender os interesses dos nossos clientes”, afirmou.
Oresponsável também destacou o crescimento nas vendas de veículos elétricos em todos os mercados onde opera. “Os veículos eléctricos estão a crescer em Portugal, em Espanha, nos países nórdicos da Europa, transversalmente, uns com mais penetração, outros com mais market share e outros também muito dependente dos estímulos fiscais existentes”.
Já em Portugal, está a acontecer um crescimento de vendas de veículos eléctricos “principalmente por causa do mercado corporativo, porque aí há incentivos relevantes. Mas estamos a esquecer que temos um parque automóvel acima dos 14 anos de média de idade. Faria sentido um estímulo à aquisição de particulares através de um programa de abate robusto e não como este que desapareceu em dois ou três dias”, explicou
Recordou que há uns anos, houve um apoio para o abate de 40 mil a 50 mil carros, e que agora deveria haver “além de um incentivo à troca para viaturas eléctricas novas, deveria haver um incentivo para as viaturas elétricas usadas, viaturas híbridas, plug-in e até com valores diferentes para carros de combustão modernos que têm emissões de CO2 muitíssimo mais baixa do que os carros que infelizmente continuam a entrar em Portugal, que vem de fora da Europa, usados e com anos e anos e anos de antiguidade”.
“Quando se quer fazer uma descarbonização tem que se ser consistente em toda a linha. É isso que defendemos também que deveria ser a aposta do Governo, até porque já se provou no passado que, mesmo em termos de equilíbrio de receitas fiscais, o Estado não sairia prejudicado, bem pelo contrário. Noutros países que têm uma idade média de parque muito menor, também têm uma taxa de incidência de acidentes rodoviários também muito mais baixa, porque os veículos novos mais recentes têm muito mais características de segurança que outros”, apontou.
A Caetano Auto é o maior grupo ibérico de retalho automóvel e quer continuar a crescer no outro lado da raia. “Somos praticamente o único grupo a operar em Espanha que está presente em várias regiões: Madrid, Barcelona, Málaga, Jerez de la Frontera, Cádiz, Galiza e Canárias. Temos uma presença bastante grande no país e vamos continuar a crescer em Espanha”.
“Seja com operações novas, seja com crescimento orgânico das marcas existentes. Para além do retalho, temos a distribuição de algumas marcas, a importação e distribuição. E vamos ver a nossa posição crescer em Espanha”, concluiu Sérgio Ribeiro.

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