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Bankinter utilizou 30% da quota da garantia pública hipotecária

A administração do banco em Espanha admitiu querer usar a totalidade dos 60 milhões de euros que o Bankinter Portugal solicitou ao Governo.

O Bankinter Portugal utilizou 30% da sua quota da garantia pública para crédito à habitação jovem, mas quer chegar aos 100%. Os dados foram avançados pelo CFO (Chief Financial Officer) do Bankinter, Jacobo Díaz,, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2025, onde o banco reportou um lucro recorde de 1,09 mil milhões de euros. A sucursal em Portugal teve resultados antes de impostos de 210 milhões, a subirem 7%.
Em Portugal “utilizámos aproximadamente 30% da garantia estatal [para crédito jovem]. Solicitámos 60 milhões de euros de garantia, utilizamos 30% e o nosso objetivo é utilizar a 100%. Se houver a opção de solicitar mais, fá-lo-emos. É um programa pelo qual temos muito interesse e no qual continuamos a progredir”, disse o administrador financeiro do Grupo Bankinter.
A garantia pública de crédito à habitação é uma medida do Estado português que permite a jovens até aos 35 anos obterem um financiamento bancário de 100% do valor da casa, sem necessidade de uma entrada inicial. o Estado funciona como fiador perante o banco, garantindo até 15% do valor da aquisição de casa para habitação própria e permanente com um preço até aos 450.000 euros.
O montante total inicialmente disponibilizado pelo Estado para a garantia pública de crédito à habitação jovem foi de cerca de 1,2 mil milhões de euros. Mas em setembro o Governo deciciu reforçar garantia pública com 350 milhões de euros, elevando o montante total de 1.200 milhões para 1.550 milhões.
A medida surgiu após forte adesão desde o arranque do regime que permite que o financiamento do imóvel seja garantido a 100%. Até ao início de janeiro de 2026, os bancos já tinham utilizado cerca de 626 milhões de euros.
Na apresentação de resultados a CEO do Bankinter Gloria Ortiz alertou para as práticas comerciais de alguns bancos espanhóis concorrentes, que estarão a captar clientes através da oferta de créditos hipotecários com margens negativas ou extremamente reduzidas.

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