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Remix Ensemble e Peter Rundel em ‘modo zappiano’

Foi a última peça que Frank Zappa compôs, um ano antes da sua morte, e que ainda viu editada cerca de um mês antes de deixar o planeta Terra, em 1992. Zappa escolheu o Ensemble Modern para interpretar “Yellow Shark”, considerado pelo compositor americano como um dos projetos mais gratificantes da carreira e a melhor representação da sua música orquestral.

O alinhamento do álbum tem momentos de cortar o fôlego. Começa pela introdução irreverente de Zappa, seguem-se Dog Breath Variations, Uncle Meat e Times Beach II, que vai beber a Stravinsky. The Girl In The Magnesium Dress e Be-Bop Tango revelam a genialidade do músico em rearranjar as suas próprias composições. Saltamos uns temas e aterramos em Questi Cazzi Di Piccione e Times Beach III, pura música de câmara a anteceder a mordacidade de Food Gathering in Post-Industrial America, 1992 e Welcome to the United States, na melhor sátira à cultura americana.
O maestro nessa ocasião histórica foi Peter Rundel, e é precisamente sob a sua direção que o Remix Ensemble apresentará excertos do derradeiro testemunho de Zappa. Um músico marcante pela capacidade de inovação e diversidade de estilos, que transportou para a composição o inconformismo, a improvisação e o seu espírito crítico e livre.
Com um forte posicionamento político que marcou a sua obra, Frederic Rzewski, o outro compositor escolhido para este programa, ficou para a história da música como uma das maiores figuras da cena musical avant-garde dos Estados Unidos, responsável por ajudar a de

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