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Primazia à arte portuguesa e jovens estreias, apanhando o Brasil na curva

O espaço como ferramenta de futuro pelo traço de Burle Marx, expoente do modernismo brasileiro, e uma forte aposta na arte portuguesa e em jovens estreias marcam a programação do MAC/CCB para 2026.

O que se diz nem sempre se escreve. Neste caso, sim. Palavra de curadora. Palavra de Nuria Enguita, diretora artística do MAC/CCB. E o que diz a sua “palavra”? Em 2026, os artistas portugueses terão um papel preponderante na programação. Ângela Ferreira, Francisca Carvalho e José Pedro Croft. Três referências das artes plásticas nacionais são os cabeças de cartaz de três das nove exposições previstas.
“José Pedro Croft. Reflexos, enclaves, desvios” (30 de abril) é uma proposta que apresenta um percurso retrospetivo através de esculturas, desenhos e gravuras. A exposição de Ângela Ferreira (a partir de 24 de outubro) traça um percurso entre os primeiros trabalhos da década de 1990 e as criações mais recentes, revelando a investigação da artista sobre factos, infraestruturas, personagens e arquiteturas ligadas à colonização. A prática de Francisca Carvalho, assente na manipulação de símbolos e sinais oriundos de geografias diversas, foram transformados em experiências que a artista assimilou e transformou em diversos suportes (12 novembro 2026).
“Iniciamos um novo ano no MAC/CCB, comprometidos com um pensamento crítico, dinâmico e aberto que nos permita rever as lições assimiladas e os discursos fechados e excludentes, abraçando o indeterminado, o que está latente, o que ainda precisa ser dito. Como nos lembra Walter Benjamin, a história sempre retorna, como fantasma e ruína, mas também, acrescentamos nós, como possibilidade”, sublinhou a curadora espanhola quando da apresentação da programação para 2026. Asegunda com a sua assinatura, desde que ingressou no MAC/CCB, em maio de 2024.

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