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Redução do IRS e IRC aos “solavancos”

Fiscalistas defendem que as reduções do IRS e IRC têm sido politicamente relevantes, mas economicamente insuficientes. Apontam: são financeiramente irrelevantes na perspetiva pessoal.

A redução do IRS e IRC tem sido feita aos pequenos solavancos, defendem fiscalistas. Não chega, dizem.
“Claramente aquém do desejável”. É desta forma que os fiscalistas Carlos Lobo e João Espanha defendem a mais recente trajetória de descida do IRC e IRS. Antigo governante considera que as reduções têm sido politicamente relevantes, mas economicamente insuficientes, e financeiramente irrelevantes na perspetiva pessoal. Já o sócio da Broseta Portugal sustenta que o alívio fiscal sobre empresas e famílias tem sido apresentado como uma verdadeira redução estrutural da carga fiscal quando, frisa, em grande medida, se trata de uma correção parcial de um problema criado pelo próprio sistema.

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