Manuel Castro Almeida defende que Portugal deve estar no centro do aprofundamento europeu, mas sem abdicar de uma posição própria. O ministro da Economia, que falava num vídeo transmitido na conferência dos 10 anos do Jornal Económico, refere-se ao novo Fundo Europeu de Competitividade, cujo modelo de distribuição de verbas tem colocado os Estados-membros da coesão em choque com países do centro e norte da Europa. “É um desafio e uma oportunidade”.
O ministro começou por considerar que é necessária “uma mudança de paradigma na economia portuguesa”, porque “não basta crescer mais, é necessário crescer melhor, com mais produtividade, mais incorporação de conhecimento, mais investimento e maior capacidade de criar valor”.
Sublinhando que “a inteligência artificial, a transição energética, a inovação empresarial e as qualificações também serão decisivas”, Castro Almeida deixou claro que o futuro de Portugal “joga-se muito na Europa”.
E aqui deixou um recado: “Portugal deve estar no centro” do processo, contribuindo “para uma Europa mais forte”, mas sabendo também “afirmar a sua própria posição”.
A que é que se refere o ministro? A resposta veio de seguida: “O novo Fundo Europeu de Competitividade será um desafio e uma oportunidade que Portugal terá que valorizar intensamente”.
Ao contrário de uma parte significativa dos fundos de coesão (envelopes nacionais previamente definidos), o novo fundo dará maior peso a concursos competitivos à escala europeia. Uma vez que projetos de diferentes Estados-membros disputam diretamente as mesmas verbas, Portugal e outros países da coesão podem acabar por perder dinheiro.
Castro Almeida referiu ainda a necessidade de Portugal acelerar a convergência económica, defendendo que o país tem de romper com uma longa fase de estagnação relativa face à média europeia. O ministro falou numa “inércia de 30 anos” e defendeu “ambição e organização” para mudar o paradigma.
“Portugal tem de afirmar posição” na Europa, defende ministro da Economia
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Castro Almeida refere-se ao polémico Fundo Europeu de Competitividade. O ministro quer ainda uma reforma do Estado e a alteração no paradigma de crescimento.