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Portugal Fresh investe 2,7 milhões até 2027

O plano estratégico da Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores passa por “intensificar” a aposta nos mercados externos, nomeadamente na China, nos Emirados Árabes Unidos e na Índia.

A Portugal Fresh, Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores vai investir até ao próximo ano 2,7 milhões de euros, um valor recorde nos 16 anos de presença no mercado e que pretendem impulsionar a empresa além fronteiras.
Este plano estratégico da associação que é cofinanciada pela União Europeia através dos programas Portugal 2030 e COMPETE 2030, passa por “intensificar” a aposta nos mercados externos, nomeadamente na China, nos Emirados Árabes Unidos e na Índia, bem como a valorização do setor, com a criação de uma estrutura interprofissional capaz de unir e fortalecer a fileira hortofrutícola.
De resto, a associação irá marcar presença em quatro feiras do setor: a Fruit Attraction Madrid, Fruit Logistica Berlim, IPM Essen e Fruit Attraction São Paulo, nas edições de 2026 e 2027, tendo também programadas duas missões empresariais de prospeção nos Estados Unidos da América e no Chile.
Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh, refere que com esta estratégia está preparar a Portugal Fresh para o futuro, construindo bases sólidas para que o setor continue a crescer, através da consolidação de parcerias comerciais que maximizem o valor acrescentado dos seus produtos.
“Desta forma, reforçamos também o seu papel como um dos motores da economia portuguesa”, afirma.
O presidente recorda que as exportações de frutas, legumes e flores cresceram 5% em 2025 para 2,6 mil milhões de euros, atingindo mais um recorde anual.
“Em 16 anos, triplicámos o valor das exportações. No seu conjunto, o setor agroalimentar já representa 13% das exportações nacionais de bens. Assim, este plano é uma declaração de ambição para o setor e para o país”, salienta.
Em entrevista ao Jornal Económico, em outubro de 2025, o presidente abordou o investimento de cinco mil milhões de euros lançado pelo Governo em março do mesmo ano, designado por ‘Água que Une’, sublinhando que este “não pode ser mais um dossiê deixado na gaveta.
Gonçalo Andrade defendeu que “esse investimento não pode ser apenas uma ambição”, até porque o setor quer continuar a aumentar o seu volume de negócios, no mercado interno e externo.
“Neste momento o mundo tem 8,2 mil milhões de consumidores. Em 2030 terá 8,5 mil milhões e em 2037 terá 9 mil milhões. Há uma perspetiva de crescimento, de procura de frutas e legumes muito acentuada”, referiu.

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