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Enfrentar o desafio da IA com uma almofada de 160 mil milhões

Depois de Steve Jobs e de Tim Cook, John Ternus. O atual vice-presidente sénior de Engenharia de Hardware é o senhor que se segue numa das empresas de tecnologia mais valiosas do mundo, mas que está atrasada na corrida pela inteligência artificial.

Quando a Apple anunciou que o seu vice-presidente sénior de Engenharia de Hardware, John Ternus, iria ser o novo CEO, a partir de 1 de setembro, o bocejo de Wall Street quase se ouviu do outro lado do mundo. O mercado, que já ouvia rumores deste plano de sucessão há cerca de um ano, teve uma reação tépida e indicativa de que o conselho de administração tomou a decisão certa. As ações da empresa subiram de forma modesta, 1,04%, mantendo a tendência de estabilidade desde o início do ano.
Mas este anúncio marca o fim de uma era e é muito mais relevante que o que a resposta dos investidores pode fazer pensar. John Ternus tem a tarefa de substituir Tim Cook, o CEO que transformou a Apple de uma tecnológica avaliada em 350 mil milhões de dólares (cerca de 300 mil milhões de euros, ao câmbio atual) num colosso de quatro biliões (cerca de 3,4 biliões de euros). Cook assumiu o cargo em 2011, apenas 42 dias antes da morte de Steve Jobs, o cofundador visionário que deu à Apple o seu cunho de irreverência e idealizou os produtos que tornaram a marca icónica – Mac, iPod, iPhone e iPad. Foi essa empresa que Tim Cook herdou e agora entrega, ao fim de 15 anos, como parte do clube exclusivo das “Sete Magníficas.”

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