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Portugal é um dos melhores mercados da Catawiki

A plataforma Catawiki fechou 2025 com valores recorde. Uma receita de 111 milhões de euros e lucros no valor de 5,8 milhões.

Em 2016 chegava a Portugal uma nova plataforma de leilões, a Catawiki, criada em 2008 por dois empresários neerlandeses. Passados dez anos, o mercado português é um dos melhores mercados da plataforma e Lisboa o segundo maior hub da empresa.
Ao Jornal Económico (JE) Ravi Vora, CEO da Catawiki, afirmou que “Portugal está a liderar o caminho para a plataforma”. A empresa fechou 2025 com valores recorde, nomeadamente um lucro de 5,8 milhões de euros e uma receita de 111 milhões de euros.
Só na segunda metade do ano, a plataforma registou um crescimento superior a 20%. Este ano os números também se têm demonstrado positivos, com um crescimento de cerca de 30% no primeiro trimestre do ano. Já o mercado nacional cresceu quase 50%. “Portugal está a crescer quase duas vezes mais rápido do que o resto da plataforma”, apontou.
Só no ano passado cerca de 50 mil portugueses realizaram uma oferta na plataforma, um aumento de 40% face ao ano anterior. E quase 10 mil submeteram um objeto para leilão.
Na opinião do CEO o facto de Portugal ser um dos principais mercados deve-se ao facto dos consumidores portugueses “gostarem da ideia de comprar objetos especiais”.
Em Portugal as principais categorias procuradas são os relógios, arte moderna e contemporânea, decoração para casa e jardim e vinho. Contudo, a categoria de arte japonesa foi a que registou o crescimento mais rápido, com os consumidores a adquirirem mais do dobro da quantidade de produtos.
Já a categoria de metais preciosos registou um crescimento de 107%, e o alerta de pesquisa de Pokémon foi o mais utilizado durante o ano passado, com os consumidores a adquirirem 101% mais artigos colecionáveis de Pokémon.
Ravi Vora considera que este tipo de artigos são coisas que “os consumidores realmente querem”, sendo estas categorias “motivadas por paixão”. O CEO também observa que os portugueses têm “orgulho nacionalista”. “O termo Portugal está no top 5 de termos pesquisados. Ou seja, os consumidores procuram por objetos portugueses”, indicou.
Durante o ano passado um dos artigos mais especiais vendidos ou comprados em Portugal foi um Mercedes-Benz 190 SL de 1961, por 73 mil euros.
Para o CEO o mercado nacional ainda tem “muito potencial” do ponto de vista do comprador, mas também considera que pode ser um “mercado muito interessante” para os vendedores.
Os números demonstram que, só num ano, os vendedores profissionais portugueses que atuam na plataforma geraram quase 60 mil euros com vendas.
A plataforma está presente em 60 mercados, mas não perspetiva a entrada em novos mercados no futuro, uma vez que pretende “construir um negócio maior”. “Vemos um potencial de crescimento suficiente na Europa para continuarmos a apostar”, referiu, sublinhando que do ponto de vista da procura a plataforma vai “lá fora” para encontrar ofertas interessantes.
“Do ponto de vista de oferta somos mais diversificados e capazes de atuar em áreas que oferecem muitas opções interessantes para o comprador”, revelou, contudo, a plataforma está mais focada na Europa para “garantir que conseguimos ampliar a nossa presença na região”.
Para este ano a empresa está focada em três eixos, tornar a plataforma “extremamente cativante”. “Os consumidores devem gostar de estar na Catawiki, queremos que aproveitem a experiência”, referiu.
Melhorar a transação dos itens vendidos, ou seja, assegurar que se um consumidor italiano comprar um item a um vendedor português, tudo corre bem com a sua entrega. E, por fim, a expansão geográfica, com a aquisição de mais vendedores e compradores em mais países.

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