Skip to main content

IKEA investe três milhões na abertura de loja pioneira em Portugal

Portugal é o sexto país a receber o novo formato de loja da IKEA. E Coimbra a cidade escolhida. Mas a empresa não fica por aqui. A ambição é abrir outra no próximo ano.

Nove anos depois, a IKEA volta a investir em Portuga. São cerca de três milhões de euros, desta vez destinados a um formato novo de loja. Portugal é o sexto país a receber este formato, juntando-se assim ao Reino Unido, Estados Unidos, Polónia, França e Alemanha.
Na opinião da diretora de comunicação da IKEA, Cláudia Domingues, estes nove anos foram de “aprendizagem e de investimento cauteloso”, onde a marca explorou “um formato pioneiro em Portugal, os estúdios de planificação”, com a abertura de 15 novos estúdios.
“Não estivemos parados durante nove anos. Percebemos que o formato dos estúdios resolvia pedidos, nomeadamente de apoio individual, contudo não resolve outros pedidos, nomeadamente das pessoas poderem levar o produto na hora”, revelou. Perante esta falta de resposta a empresa apostou neste novo formato.
Coimbra foi a cidade escolhida pela marca para abrir este novo formato, que condensa em cerca de quatro mil metros quadrados a oferta da marca, enquanto a loja de Alfragide conta com cerca de 35 mil metros quadrados. Os clientes podem usufruir de uma área de planificação, do showroom, de uma área circular, de uma mercearia sueca e de um bar, em vez do tradicional restaurante.
Guilherme Ribeiro, diretor da loja de Coimbra, referiu que “hoje em dia ter uma loja standard exige não só um esforço financeiro, como também mais espaço. Com este modelo estamos a maximizar o espaço que esta infraestrutura tem e condensamos o que temos numa loja normal”.´
Cláudia Domingues revelou que a marca tem ambição de abrir uma nova loja neste formato já no próximo ano.
Este formato de loja ficou disponível há cerca de um ano, e ainda está a ser testado nos países. Assim sendo, as lojas não são todas iguais, estando cada país a adaptar o melhor formato à sua realidade e a melhorar conforme as novas aberturas. Até ao momento o Reino Unido é o único que já tem duas lojas destas, e Itália vai receber este formato um dia antes de Portugal.
Por ser mais pequena, a loja não vai conseguir disponibilizar todas as opções de catálogo que a retalhista tem, contudo, Cláudia Domingues acredita que esta loja vai ajudar nas vendas online da marca, que já representam mais de 20% das vendas totais da retalhista em Portugal.
Este formato dá uma “agilidade” à marca que uma loja tradicional não dá. “Não precisa de uma área muito densa, é um formato mais flexível”, referiu Cláudia Domingues.
Apesar de só abrir no próximo dia 30 de julho, as perspetivas para a nova loja estão altas. “Estamos a testar este formato, mas estamos já a procurar outras oportunidades que possam ser relevantes”, garantiu a diretora de comunicação.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico