Skip to main content

Maior empresa europeia também sofre da febre da IA

Galgou 16 lugares na lista das maiores capitalizações bolsistas. Vale o dobro das duas empresas seguintes no ranking europeu. Fabrica máquinas complexas de que dependem os fabricantes de chips e a procura está ao rubro.

A febre da inteligência artificial tornou ASML na maior empresa europeia. Não fabrica semicondutores ou modelos de linguagem. Produz máquinas complexas, do tamanho de uma sala, que chegam a pesar 200 toneladas (as mais modernas). São sistemas de litografia com mais de 10 metros de comprimento, três a quatro metros de largura e outros tantos de altura. Utilizam ultravioleta extremo para projetar os padrões dos circuitos nas bolachas de silício, a base para a criação de chips, em camadas que se sobrepõem e que têm de estar alinhadas ao nanómetro. É essencial e, no caso da produção dos semicondutores mais avançados, a empresa neerlandesa é o único fornecedor mundial.
Com a procura por chips a galope, também a demanda pelas máquinas da ASML aumentou. E a valorização da empresa também. Desde o início do ano, as ações negociadas em Amesterdão acumulavam uma subida próxima de 70%. Esta semana apresentou os resultados do segundo trimestre, o que motivou um salto de 4%, depois corrigido. Mesmo assim, a capitalização bolsista manteve-se próxima de 600 mil milhões de euros.
É a maior cotada europeia desde 15 de outubro, quando suplantou a Novo Nordisk. E a 3 de junho ultrapassou mesmo o máximo histórico da farmacêutica dinamarquesa, encerrando a sessão bolsista com uma capitalização de 576,5 mil milhões de euros. A segunda maior empresa, o gigante financeiro HSBC, vale quase metade, um valor próximo de 300 mil milhões de euros. Segue-se outra farmacêutica, a Roche, com perto de 290 mil milhões de euros. A ASML vale aproximadamente tanto como as duas empresas que a seguem no ranking, em conjunto.
Desde o início do ano, subiu quatro posições no ranking das maiores capitalizações do mundo. É a 20ª. Se olharmos para o percurso desde agosto de 2025, a subida é de 16 lugares.
Continua, porém, longe da valorização das “sete magníficas”. A menos valiosa delas, a Tesla, vale mais do dobro da ASML. Nvidia e Apple aproximam-se de cinco biliões de dólares (4,3 biliões de euros) cada. Outro campeonato.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico