Como tem sido habitual, a Earnings Season foi inaugurada pelos grandes bancos dos EUA, que apresentaram, na generalidade, resultados acima das expectativas. A divulgação das contas coincidiu ainda com dados de inflação mais favoráveis, embora o sentimento dos investidores tenha continuado condicionado pela evolução dos preços do petróleo e pelo conflito no Médio Oriente.
Nos EUA, o JPMorgan apresentou um lucro recorde de 21,2 mil milhões de dólares (18,5 mil milhões de euros) no segundo trimestre, beneficiando da recuperação da banca de investimento e da forte atividade de negociação. O Goldman Sachs também superou as expectativas, ao anunciar receitas líquidas de 20,34 mil milhões de dólares (17,8 mil milhões de euros) e lucros de 6,63 mil milhões de dólares (5,8 mil milhões de euros), ou 20,98 dólares (18,33 euros) por ação. No mesmo setor, o Morgan Stanley registou um lucro líquido de 5,6 mil milhões de dólares (4,9 mil milhões de euros), ou 3,46 dólares (3 euros) por ação, com as receitas a subirem para 21,3 mil milhões de dólares (18,6 mil milhões de euros). O Bank of America apresentou receitas de 31,6 mil milhões de dólares (27,6 mil milhões de euros) e lucro líquido de 9,1 mil milhões de dólares (8 mil milhões de euros), apoiado por receitas recorde na área de sales and trading. A reação em bolsa foi positiva para a generalidade dos bancos, reforçando a perceção de que a atividade nos mercados financeiros continua resiliente.
Na Europa, a ASML apresentou receitas de 9,3 mil milhões de euros no segundo trimestre e lucro líquido de 2,9 mil milhões de euros, tendo ainda elevado a previsão de receitas para 2026 para um intervalo entre 43 mil milhões e 45 mil milhões. Apesar da forte procura associada à inteligência artificial, as ações da empresa acabaram por recuar, refletindo alguma cautela em torno do setor dos semicondutores. Já a Richemont registou vendas de 6,3 mil milhões de euros no primeiro trimestre fiscal, uma subida de 20% a taxas de câmbio constantes, beneficiando do desempenho da área de joalharia e dando algum suporte ao setor europeu do luxo.
Em Portugal, a Galp esteve em destaque depois de divulgar o trading update do 2º trimestre, antes da apresentação de resultados marcada para 27 de julho. A produção working interest situou-se nos 127 mil barris equivalentes de petróleo por dia, uma subida de 12% face ao período homólogo, mas uma descida de 2% em relação ao trimestre anterior. A petrolífera indicou ainda que a margem de refinação subiu para 16,8 dólares (14,7 euros) por barril, acima dos 14,8 (12,9 euros) registados no trimestre anterior. Por sua vez, a EDP divulgou os seus dados operacionais do primeiro semestre. A produção total de eletricidade da EDP manteve-se praticamente estável, enquanto a produção renovável do grupo aumentou 2%.
“Earnings Season” arranca nos EUA
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A Earnings Season arrancou nos EUA com os grandes bancos norte-americanos em destaque.