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Inteligência Artificial “terá impacto no emprego” marítimo-portuário

O futuro do ‘shipment’ passa pela inteligência artificial e o líder dos agentes de navegação acredita que há trabalhadores que vão ficar pelo caminho. Sobre as tarifas de Trump, vê efeitos apenas a curto prazo.

O presidente da Associação Portuguesa dos Agentes de Navegação (AGEPOR) acredita que a inteligência artificial “terá impacto no emprego” do setor marítimo-portuário e que “não vai ser absorvida toda a mão de obra na nova economia”.
“Há toda uma geração que vai ficar no meio” da transição, “que não chega lá”, antecipa o líder da AGEPOR em entrevista ao Jornal Económico.
“Hoje em dia, quem não perceber o que é inteligência artificial, quem não trabalhe com esse esquema na cabeça, está ultrapassado e não vai cá ficar”, avisa António Belmar da Costa, que diz ver nesta tecnologia “uma oportunidade” para “libertar tempo”, levando os trabalhadores a “fazer coisas que a inteligência artificial ainda não faz ou não fará”. O responsável não tem dúvidas, por exemplo, de que haverá automatização dos navios, “tal como acontecerá com os automóveis — é uma questão de tempo”. E o mesmo se verifica nos terminais. “Os estivadores vão deixar de andar a carregar, como já deixam hoje em dia, já não precisam”.

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