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Conselho Consultivo do BPF reúne-se em setembro com Bpifrance

Está previsto o Conselho Consultivo Estratégico reunir-se duas a quatro vezes por ano. A reunião em Paris será a segunda do ano. A primeira foi em Lisboa.

O Conselho Consultivo Estratégico do Banco Português de Fomento (BPF) — um órgão de reflexão e aconselhamento composto por personalidades de reconhecido mérito dos setores empresarial, financeiro e académico, liderado por Nuno Amado — tem agendada para 19 de setembro uma reunião com o banco soberano francês Bpifrance, em Paris, apurou o Jornal Económico.
Recorde-se que o Banco Português de Fomento (BPF) e a Bpifrance (o banco promocional de França) assinaram, em março, um memorando de entendimento para apoiar empresas de Portugal e de França. A parceria, com a duração de três anos, visa facilitar a internacionalização e a cooperação económica, apoiando o cofinanciamento de projetos estratégicos, a inovação e a sustentabilidade.
A parceria prevê a colaboração em várias áreas estratégicas, nomeadamente o “cofinanciamento de projetos em setores-chave como infraestruturas, inovação e sustentabilidade”, o “apoio à internacionalização das PME portuguesas e francesas” e o “desenvolvimento de mecanismos de partilha de conhecimento e realização de consultas regulares ao mais alto nível”.
O Conselho Consultivo Estratégico está previsto reunir duas a quatro vezes por ano. A reunião do Conselho Consultivo Estratégico em Paris é a segunda deste órgão consultivo, uma vez que a primeira decorreu em Lisboa, na Sociedade de Geografia.
Gonçalo Regalado anunciou a renovação deste Conselho Consultivo Estratégico em março de 2026, sob a liderança de Nuno Amado.
Este conselho passou a integrar nomes de relevo do panorama económico português, incluindo Fernando Ulrich, António Ramalho e João Bento. A sua principal função é garantir que o BPF “sinta o pulso” da sociedade e das empresas, assegurando que os mecanismos de apoio, investimento e capitalização chegam de forma eficaz à economia real.
O objetivo deste órgão é alinhar as decisões do banco público com as necessidades da economia real e garantir a sustentabilidade dos apoios. Por ser um órgão consultivo e não executivo, a sua atuação traduz-se na realização de reuniões de análise (planeadas para ocorrer duas a quatro vezes por ano), na emissão de pareceres e no aconselhamento de alto nível.
O CEO Gonçalo Regalado tem defendido que o Banco Português de Fomento (BPF) deve “competir no campeonato europeu” e não apenas no mercado nacional, utilizando o Conselho Consultivo Estratégico e a estrutura do banco para estreitar laços com os maiores reguladores e fundos do ecossistema financeiro global.

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