Mas este mar de tranquilidade onde nadam os tubarões azuis (alcunha pela qual é conhecida a seleção de Cabo Verde) está a transformar-se em águas revoltas no que toca aos interesses económicos, neste caso protagonizados por marcas de equipamento desportivo.
Como consequência do sucesso de Cabo Verde no Mundial de futebol, dispararam as vendas das camisolas oficiais e merchandising oficial dos “tubarões azuis”. A seleção africana tem um contrato de equipamentos desportivos com a Capelli Sport, uma marca nova-iorquina. O vínculo é de quatro anos e não foram divulgados os valores do patrocínio.
A camisola oficial do Mundial é vendida pela marca norte-americana a 83 euros e nesta guerra de preços que entra a Tempo Sport, anterior parceira de equipamentos desportivos de Cabo Verde que lançou em modo pré-venda modelos anteriores a um preço muito mais convidativo: 34 euros.
Como seria de esperar, a Capelli Sport avançou com uma notificação e com uma ação legal contra a Tempo Sport (marca de origem austríaca) para travar as vendas das camisolas antigas, sendo que a marca norte-americana alega que a concorrente está a canibalizar a linha oficial de Cabo Verde deste Mundial.
Guerra de marcas num mar de tubarões
/
A seleção de Cabo Verde vive dias de sonho na dita terra das oportunidades: estreou-se no Mundial de futebol, não perdeu nenhuma partida na fase de grupos e prepara-se para defrontar os campeões do mundo na fase a eliminar. Tudo corre sobre rodas à seleção africana no Campeonato do Mundo que mais equipas juntou e os seus responsáveis acreditam que os dias de sonho ainda não terminaram.