Skip to main content

Lufthansa pronta para “assumir gestão da TAP já hoje”

A corrida à TAP está a chegar ao fim. Há 70 anos presente em Portugal, a Lufthansa quer reforçar o seu compromisso com o país e diz-se pronta para ser o parceiro estratégico da companhia portuguesa.

A poucos dias do Governo anunciar quem é o parceiro escolhido para a privatização de 49,9% da TAP, um dos concorrentes sublinhou o “forte interesse” na companhia portuguesa. Carsten Spohr, CEO do grupo Lufthansa, vê a TAP como o “parceiro ideal” para a sua expansão na Europa e ligação à América do Sul.
A empresa, que está na corrida à privatização da TAP, juntamente com a francesa Air France-KLM, salientou que já conta com seis hubs espalhados pelo mundo, contudo não tem nenhum no sudoeste da Europa. “Sei que o nosso parceiro tem um centro em Paris. Esse também faz parte do sudoeste da Europa, por isso penso que a importância específica de Lisboa será muito maior no nosso caso”, referiu.
“Acreditamos que o que temos construído em Portugal, as infraestruturas que estamos a abrir, os empregos, as instalações de formação e o programa social são algo fantástico para acrescentar à nossa cooperação com a TAP”, salientou.
O CEO considera que o Governo entendeu que não pode apenas procurar a “melhor oferta monetária” para a TAP. Tem, também, de encontrar o “melhor parceiro no longo prazo”. Apesar de ainda não haver uma decisão, o CEO do grupo Lufthansa mostra-se pronto para assumir, de imediato, a gestão da companhia nacional.
A empresa tem celebrado parcerias com outras companhias aéreas europeias e, como tal, refere o responsável, o Governo português só tem de questionar as mesmas para aferir o que é ser parceiro da Lufthansa. “Dissemos ao Governo que, para conhecer o sucesso das parcerias com a Lufthansa, deve falar diretamente com as outras companhias onde investimos e não com o governo alemão. Elas vão confirmar que o investimento da Lufthansa criou não só uma companhia aérea mais forte, como também um hub mais forte”, frisou.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico