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África prestes a lançar banco específico para a área da energia

Angola : O país está empenhado na criação de uma instituição que, no fundamental, quer devolver aos africanos o que é dos africanos.

Os produtores de petróleo africanos estão a ultimar o lançamento, previsto para junho próximo, do Banco Africano de Energia (AEB), “que marca um ponto de viragem no panorama do financiamento do setor do petróleo e do gás em África, criando uma nova instituição financeira liderada por África, concebida para mobilizar capital para projetos estratégicos em todo o continente”, refere fonte angolana ligada ao processo.
Segundo a Angola Oil & Gas, com uma meta inicial de financiamento de 10 mil milhões de dólares, a primeira fase do banco “centrar-se-á principalmente no financiamento de projetos em Angola, na Nigéria e na Líbia – três dos mais importantes produtores de petróleo e gás de África. Até 2030, espera-se que a instituição angarie até 15 mil milhões de dólares para projetos de petróleo e gás, oferecendo uma solução de financiamento interno viável para muitos países”.
Para Angola, o surgimento da AEB “não poderia ter ocorrido num momento mais crítico. Com o objetivo de manter a produção acima de um milhão de barris por dia (bpd), avançar nas campanhas de exploração a montante e expandir as infraestruturas a jusante, o país está a procurar fontes de financiamento inovadoras para impulsionar os projetos”. Enquanto o mercado a montante do país está a assistir a uma onda de investimentos de 70 mil milhões de dólares, o setor a jusante continua a enfrentar desafios fundamentais em matéria de financiamento.
Neste contexto, a Refinaria de Lobito – com início de operação previsto para 2027 – procura atualmente 4,8 mil milhões de dólares para colmatar o seu défice de financiamento. Com uma capacidade de 200 mil bpd, a instalação será a maior de Angola após a sua conclusão.
Fundado com um capital inicial de 5 mil milhões de dólares, o AEB é liderado pela APPO (Organização Africana de Produtores de Petróleo), e pelo Afreximbank (African Export-Import Bank, instituição financeira multilateral pan-africana criada em 1993) e destina-se a financiar projetos nas fases a montante, intermédia e a jusante, dando prioridade à conversão de gás em energia, à refinação, aos gasodutos regionais e às infraestruturas integradas.

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