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Uma bienal teimosamente humana

Bienal de Artes Contemporâneas : Ou BoCA, num acrónimo que remete para o órgão da fala, aquele que veicula pensamentos, dá voz a emoções, traduz ou falsifica a realidade. Altifalante das perceções amiúde distorcidas e que importa confrontar neste “Camino Irreal”, título desta inédita edição da bienal, partilhada entre Lisboa e Madrid, de 10 de setembro a 26 de outubro.

Repetimos. Esta é uma bienal teimosamente humana. Por mais desvios que proponha, por mais resistência que a habite, o ser humano está no centro, no âmago da BoCA - Bienal de Artes Contemporâneas. Aqui, ser invisível não é uma condição. Pelo contrário. Aqui, as pessoas invisíveis veem-se. Porque, “de forma direta ou indireta, toda a criação artística contemporânea lê necessariamente o seu tempo”, diz-nos John Romão, curador da bienal. Sem pruridos, acrescentamos nós, a sub-representação e a invisibilidade social não se manifestam apenas pela condição financeira. A cor, o género e, estranhamente, ainda hoje, a profissão pode ditar essa ‘condição’. É, pois, preciso ler o nosso tempo e tornar visível.

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