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Streaming prepara investimento recorde de 14,2 mil milhões em direitos desportivos

As plataformas de streaming vão reforçar o investimento em direitos desportivos em 2026, de acordo com previsões da Ampere Analysis. Amazon e Dazn vão assumir metade desse esforço e há um novo líder neste investimento.

Em 2025, foram 13,2 mil milhões e este ano, esse investimento será de 14,2 mil milhões de dólares. As plataformas de streaming vão reforçar o investimento em 7% em 2026 com a Amazon e a Dazn a assumirem quase metade dessa quota e o "canal" de Jeff Bezos a assumir pela primeira a liderança desde 2018.

De acordo com previsões da consultora Ampere Analysis, 27% do investimento total de 14,2 mil milhões de dólares será assumido pela Amazon enquanto a Dazn será responsável por 22% desse montante. Uma coisa é certa: 2026 é o ano da confirmação absoluta de que o desporto é uma aposta sólida das plataformas de streaming.

Para se perceber a aposta que tem vindo a ser feita nos últimos anos, e como o desporto se tornou um polo de atração dos grandes operadores do mercado, o novo ano vai marcar a perda de liderança da Dazn ao nível do investimento. Desde 2018, a Dazn foi sempre a plataforma de streaming com maior quota de investimento no desporto mas 2026 marca uma nova era neste capítulo com a Amazon a ganhar preponderância. O YouTube fecha o pódio ao concentrar 14% do total de investimentos.

A NBA será a grande responsável pela ultrapassagem da Amazon à Dazn já que em julho de 2024, a liga profissional de basquetebol norte-americana vendeu os seus direitos audiovisuais à Amazon, Disney e NBC por 76 mil milhões de dólares. Este será o primeiro ano em que a Amazon irá assumir por inteiro a transmissão dos jogos da NBA.

A juntar à NBA, a Prime Video junta ainda os valiosos direitos televisivos da NFL Thursday Night Football para os EUA e da frenética Liga dos Campeões para os mercados da Alemanha, Itália e Reino Unido.

A Ampere Analysis dá ainda conta de um reforço da Paramount+ no top5 do investimento em direitos desportivos, algo que foi impulsionado pelo acordo firmado com o TKO Group, que promove o Ultimate Fighting Championship (UFC) mas também o World Wrestling Entertainment (WWE) que a meio do ano passado vendeu os direitos para os próximos sete anos e com um valor anual de 1.100 milhões de euros.

Apesar dos direitos televisivos do Mundial da FIFA em 2026, a Dazn não conseguiu manter o primeiro lugar no ranking do investimento em transmissões, algo que se deve sobretudo ao facto de este ano não estar prevista a realização do Mundial de Clubes.