O planeamento é imprescindível para acomodar todo o investimento que se prevê para a região de Sines. Não há volta a dar. Mas também são necessários recursos humanos para responder à transformação que já começou. No concelho de Sines, em Santiago do Cacém também. Ou ainda mais longe. Dificuldades nos licenciamentos podem impedir o crescimento e a concretização dos projetos.
Estas ideias ficaram patentes, transversalmente, neste encontro naquela que pode ser a capital económica do sul português. Assim, os entraves não se sobreponham à ambição.
Jorge Catarino, senior partner do ateliê de arquitetura S+A, considera que Sines tem um problema de licenciamento. A cidade, o concelho, depara-se com a realidade de ter de licenciar um conjunto diferente de habitações, das permanentes à temporárias, mas também instalações para serviços, unidades industriais. E deixa o aviso: “Quando começar a cair um número exageradamente alto de projetos, como é que a câmara vai conseguir dar seguimento a tudo isso? Temos muito exemplos pelo país em que foram as empresas a implementar a construção de habitação. Não percebo porque é que se está sempre à espera do Estado”.
A habitação é um problema (ver destaque no início desta edição). Pedro do Ó Ramos, presidente da APS, revela que o Porto de Sines vai construir 70 habitações e espera que a decisão “sirva de contágio para os investidores”.
A energia é aposta, também local. Bruno Duarte Moreira, CTO da T2G, explica que a empresa aposta na descentralização energética: “Acreditamos que devemos produzir o hidrogénio localmente, temos autocarros em Cascais movidos a hidrogénio com grande sucesso. Apostamos na produção local e com baterias localizadas para tirar a pressão na própria rede”.
Para Jorge Catarino, Sines “tem tudo para correr bem, só não tem tempo”.
Sines “tem tudo para correr bem, só não tem tempo”
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Planeamento, licenciamento, estudo. Falta pensar o que vai acontecer. E ter recursos para responder à procura. Que já começou.