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Sines como vale do hidrogénio verde para atrair a indústria

Sessenta projetos bateram à porta de Sines, só oito conseguiram entrar. Um deles foi o da Keme Energy que se propõe a produzir hidrogénio verde no local para estimular a indústria em Sines.

A portuguesa Keme Energy está na liderança da criação do projeto do vale do hidrogénio e Miguel Matias, CEO da Keme Energy detalhou o projeto de 11,5 MW com um custo de 38 milhões (com garantias aprovadas de 19 milhões). “
Somos um dos oito projetos aceites em 60 que bateram à porta” e “tivemos que passar por algumas dificuldades para aqui chegarmos”, começou por referir Miguel Matias no pitch “Sines: o hub de energias renováveis da Europa”.
“Este tipo de projetos fazem-se com a integração de um ecossistema: não se faz comum a empresa nem com uma tecnologia. É impossível que uma empresa faça isto sozinha, há aqui uma integração que é absolutamente imprescindível. E isso é válido para a implementação do hidrogénio verde, sobre o qual há uma ideia enviesada do que pode ser e de que este vai substituir o gás natural”, salientou este responsável.
E Miguel Matias deixou a promessa: Sines vai demonstrar todo o potencial que o hidrogénio verde pode aportar à indústria, à mobilidade aos data centers sem esquecer a cidade de Sines.
Nesse sentido, foram agregadas algumas empresas e uma agenda mobilizadora. Mas afinal, o que é possível ganhar com a implementação de uma energia como o hidrogénio verde? Para contrariar aquela que pode ser a perspetiva enviesada de muitos face a esta tecnologia (uma delas é a de que vai substituir o gás natural), Miguel Matias realçou que “a grande vantagem do hidrogénio é que serve para muita coisa numa dimensão descentralizada e industrial e o parque de Sines é de facto uma Liga dos Campeões”.
Aqui faz todo o sentido criar o vale do hidrogénio verde porque temos todas as utilizações: a industrial, do armazenamento para data centers (substituir os geradores a diesel, do carregamento de autocarros elétricos mas também hidrogénio para longo curso, produzir para a refinaria, por exemplo”, referiu.
“Produzir no local e utilizar no mesmo local: essa é a grande vantagem desta tecnologia. E em Sines demonstrará todo o potencial”, defendeu o CEO da Keme Energy.
“As grandes vantagens do hidrogénio verde acabam por se perder na economia do transporte”, alertou pelo que a utilização local é a mais viável. Para este responsável, “é imprescindível atrair as indústrias para onde essa tecnologia será mais competitiva e para onde se produz hidrogénio verde”.
Miguel Matias destacou que Sines “está no top5 e todos podem beneficiar deste ecossistema. Com o custo que vamos produzir o hidrogénio verde em Sines, conseguimos competir com qualquer país da Europa: “Só os nórdicos poderão competir connosco”.

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