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Indisponibilidade do porto tem impacto na competitividade

Entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro de trimestre 2026, a Galp registou uma indisponibilidade de 40% do porto de Sines para a saída de contentores.

a As dificuldades do porto Sines na saída de navios com contentores de carga está a gerar apreensão junto de algumas das empresas que atuam em Portugal e que devido a esses constragimentos podem ver o seu negócio ser afetado.
“Cada vez temos mais indisponibilidade do porto de Sines. Durante o quarto trimestre de 2025 e primeiro trimestre de 2026 tivemos uma indisponibilidade de 40%. Tivemos 19 dias de indisponibilidade num intervalo de 24 dias. Isto tem um impacto direto na competitividade”, referiu Sérgio Goulart Machado, Diretor de Hidrogénio & Combustíveis Renováveis da Galp, no painel ‘Investimento industrial e impacto económico regional’.
Uma preocupação que também foi partilhada por Ricardo Sobral, Diretor de Engenharia, IT e OT da PSA Sines.
“Nos últimos dois anos registamos mais de 20 dias parados durante o inverno”, afirmou.
A situação tem vindo a agravar-se pelas alterações climáticas e que no caso da luso-neerlandesa Madoqua Renewables está a causar dificuldades na sua distribuição aos países do norte da Europa.
“Se vamos levar o nosso produto por este corredor à Alemanha e Países Baixos, mas se não temos acesso ao porto por causa do clima isto afeta o nosso negócio porque temos de parar a produção e aumentar o armazenamento”, sublinhou Rogaciano Rebelo, CEO da empresa.
O problema alertou o CEO é que as alterações climáticas estão a ser mais rápidas do que o planeamento da empresa.
“Isto é preocupante e pode ter um impacto negativo no nosso negócio”, salientou o responsável que tem um investimento para um projeto com amoníaco em Portugal que ronda os 2,8 mil milhões de euros, mas que tal como muitos outros tem lidado com os problemas burocráticos.
Sérgio Goulart Machado realçou os dois projetos que a Galp está a desenvolver em Sines: uma unidade de biocombustíveis avançados e outra de hidrogénio verde com capacidade para 100 megawatts. Os dois projetos englobam mais de 650 milhões de euros de investimento.

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