Alice Khouri, fundadora da iniciativa cívica Women in ESG Portugal, e Helena França, da Petrotec, estão entre as 50 executivas selecionadas pelo Santander W50 (SW50) em Portugal, um programa internacional de liderança que aproxima mulheres com percursos que tanto se assemelham como se distanciam, seja pela área profissional, seja pelo país. Podendo escolher-se a palavra mais fiel à iniciativa do Banco Santander, talvez “impacto” esteja muito próximo. “Fazer parte de uma rede que seja efetiva” é, para Alice Khouri, uma das valias oferecidas pelo SW50.
“Fala-se muito em networking, e eu tenho trabalhado muito por uma working net. Uma rede que efetivamente trabalha em conjunto, que troca materiais e experiências, que escreve e que pensa em conjunto…”, defendeu a advogada e head of Legal da Helexia Portugal numa conversa com o JE.
Mãe há apenas um mês, Alice Khouri levantou a importância dada pela Fundação Santander à educação e à capacitação da liderança “com a preocupação da equidade de género. “Mais do que igualdade, é uma medida de equidade, que é a capacitação para atingir a igualdade”, frisou a vencedora do SW50 Portugal, cujo percurso profissional é marcado pelos temas do ESG e sustentabilidade.
O percurso profissional de Helena França, formada em Engenharia, tem passado em exclusivo pela energia. “Um setor onde as mulheres estão muito pouco representadas”, constatou a executiva, aproveitando para contar ao JE uma “experiência pessoal relativamente sui generis nesse capítulo”. Em Marrocos, por exemplo, acompanhou uma fase em que o Ministério dos Petróleos e a agência do oil and gas do país eram ambos liderados por mulheres.
Alice, Helena e as 48 restantes executivas distinguidas peloSantander beneficiam de um curso online da London School of Economics and Political Science (LSE) sobre liderança feminina.
No evento de reconhecimento das vencedoras, que decorreu na quarta-feira no Centro Santander, Isabel Guerreiro, CEO do Santander Portugal, incentivou a procura de diversidade na construção das carreiras; “Diversidade de emprego, de colegas, de experiências de culturas”. “Acho que é aquilo que que mais nos enriquece”, defendeu a executiva, que se tornou na primeira mulher a liderar um grande banco em Portugal.
As 450 vencedoras das edições locais - da Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Espanha, México, Reino Unido e Uruguai, além de Portugal - poderão agora candidatar-se à fase global do SW50.
Santander distingue 50 mulheres que são líderes
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Executivas selecionadas nesta edição do SW50 têm acesso a um curso da LSE. Programa materializa compromisso do banco com várias áreas e nas quais já investiu mais de 2,4 mil milhões de euros.