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Procimo quer chegar às Américas no próximo ano

Com 40% de clientes internacionais, a empresa portuguesa estuda agora a travessia do Atlântico, com o Brasil ou Estados Unidos na mira.

Especializada em inteligência operacional para a indústria, a Procimo é uma empresa portuguesa que se dedica a resolver problemas na maioria das fábricas e reduzir os custos operacionais das mesmas. Com cerca de seis anos de mercado, a empresa, que já conta com clientes internacionais, embarca agora no maior projeto até ao momento e prepara-se para atravessar o Atlântico.
A entrada no setor da indústria deu-se na altura da covid, quando a empresa se viu obrigada a alterar o seu propósito inicial, que era criar um marketplace na área do desporto.
Foi na primeira visita ao meio industrial que se aperceberam da “pré-história” tecnológica que estes utilizavam.
“Começamos a observar que havia alguns padrões que iam replicando em várias indústrias, que nos davam a entender que havia aqui uma dificuldade muito grande em ter uma tomada de decisão baseada em dados concretos”, explica ao Jornal Económico (JE) o CEO da empresa, Guilherme Fontes.
Perante esta falta de tecnologia, a empresa desenvolveu uma infraestrutura que “capta e analisa os dados operacionais de forma mais autónoma possível”, declarou.
A sua entrada na indústria deu-se com o grupo Simoldes como primeiro cliente, mas atualmente a empresa já conta com 60% de clientes nacionais e 40% internacionais. Uma parte dos clientes internacionais “têm algum tipo de ligação a Portugal” e outros são clientes através do boca-a-boca das empresas.
O objetivo da empresa passa por continuar a internacionalizar-se, mas desta vez do outro lado do Atlântico. “Entrarmos nos Estados Unidos e no Brasil, e depois em outros países europeus”, refere.
Este salto dá-se pela empresa perceber que “há um mercado interessante, com uma capacidade financeira relevante”.
Guilherme Fontes avança que já existem “abordagens interessantes” no Brasil, sendo este o potencial mercado a chegar em 2027. Já os Estados Unidos, que também é um objetivo, o CEO considera que esta entrada vai depender “de um channel partner, ou ter um apoio muito grande de uma empresa com quem já trabalhamos”.
“Estamos a estudar algumas possibilidades nos Estados Unidos, mas acima de tudo, queremos dar enfase ao mercado brasileiro”, aponta.
O mercado brasileiro tem vantagens para a empresa, desde logo a proximidade cultural, e pelo nível de clientes e indústrias que a empresa já trabalha.
“Trabalhamos várias indústrias, automóvel, têxtil, agroalimentar, entre outras. São indústrias com uma presença muito interessante no Brasil”, explica, salientando que este é um mercado que “serve de ponte e abertura para aquilo que poderá ser a América Latina”.
Em paralelo com esta chegada ao continente americano, a empresa também recebeu o maior projeto da sua história, que passa por monitorizar máquinas em oito fábricas de um grupo industrial português.
Na opinião de Guilherme Fontes a empresa tem “desafios enormes pela frente”, mas está convicta “de que este será o melhor ano desde a existência da empresa”.
A empresa teve um crescimento nas vendas, nos últimos dois anos, de 70%, tendo fechado 2025 com um total de vendas de 1.35 milhões de euros. Já este ano, só no primeiro semestre atingiu a faturação dos dois milhões de euros, sendo que 39% corresponde a clientes internacionais.
Depois de atingida a meta dos dois milhões, a empresa quer chegar a uma faturação de 3,7 milhões de euros no final deste ano. Já para 2027 a empresa aponta fechar nos cinco milhões de euros.

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