A UGT (União Geral dos Trabalhadores) não afasta um acordo em torno do pacote laboral proposto pelo Governo, mas afiança, em declarações ao Jornal Económico, não existirem condições para que isso aconteça este ano. Há ainda “muita pedra para partir”, avisou Mário Mourão à saída de uma reunião com a ministra. Palma Ramalho sinalizou, por sua vez, a abertura ao diálogo e disse dar “tempo” ao sindicato para apreciar a proposta.
Ao JE, Mário Mourão diz não haver “pressas” e garante não ser possível “acelerar as negociações” - precisa de reunir com todos os sindicatos que integram a central. Por isso, e olhando para o calendário, conclui: “Não há condições para a proposta dar entrada no Parlamento com acordo da UGT este ano.”
Quanto à greve geral do dia 11 de dezembro, cujo pré-aviso entregou na quinta-feira, o líder sindical afirma que há uma hipótese de a desconvocar: “a UGT só recua na greve se o Governo retirar a proposta inicial” e “começar tudo de novo”. Questionada por Mário Mourão se esse é um caminho possível, a ministra respondeu-lhe que não está nas suas mãos, conta o líder da UGT. Realça que ainda assim a intersindical “está disponível para estar à mesa das negociações”. A alternativa, diz, é o Governo enviar para o Parlamento a proposta de lei sem acordo da UGT.
Seja como for, Mário Mourão reconhece a “mudança” positiva que houve nos últimos dias na negociação com o envio do documento onde o Governo recua em várias matérias, ainda que a UGT considere “muito pouco”. Até porque o Executivo não desiste de duas matérias que para a central sindical são linhas vermelhas.
Pacote laboral: eventual acordo com UGT só em 2026
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UGT não afasta acordo para a reforma laboral, mas diz não existirem condições para que isso aconteça até ao final do ano. E ainda há hipótese de recuar na greve geral? Sim, “se o Governo retirar a proposta inicial” e “começar tudo do zero”, afirma Mário Mourão ao JE, após entrega do pré-aviso no Ministério do Trabalho.