Skip to main content

Mota-Engil tem carteira com mais 15 mil milhões

Construção : Carlos Mota dos Santos considera que este cenário “assegura um nível confortável para o futuro” e assume que quer continuar a apostar no mercado externo, nomeadamente no Brasil.

A construtora Mota-Engil continua a assumir-se como uma das principais empresas portuguesas além-fronteiras e prova disso foram os 560 milhões de euros em contratos assinados no México, Portugal e Ruanda. Ao Jornal Económico, o CEO do Grupo, Carlos Mota dos Santos, revela que a carteira de encomendas de 14,7 mil milhões em junho foi reforçada com os contratos recentemente anunciados e de cerca de 1,4 mil milhões de euros.
Um cenário que no entender do CEO, “assegura um nível confortável para o futuro, sem pressão e com a devida seletividade com foco na qualidade da carteira, e em projetos de dimensão que possamos sentir que poderemos aportar valor para os nossos clientes”, afirma.
Por outro lado, Carlos Mota dos Santos considera que o reinício do projeto de desenvolvimento das infraestruturas para a exploração de LNG em Moçambique, depois de quatro anos de suspensão “será um projeto que entendemos ser transformacional para o desenvolvimento de Moçambique, e ao qual estaremos à disposição para assegurar a sua concretização”.
O CEO assume que o mesmo se passa em Portugal, onde a construtora acompanhará os restantes troços do projeto de Alta Velocidade. “Mostrámos no primeiro troço a capacidade de um consórcio exclusivamente português poder responder a projetos desafiantes para o nosso país”, sublinha.
Sobre os resultados do primeiro semestre (ver caixa), o CEO defende que os mesmos demonstram a capacidade da Mota-Engil para operar a níveis recorde e continuar a manter a carteira de encomendas igualmente a níveis históricos, destacando o crescimento da atividade em África, com o aumento de 59% do volume de negócios e de 77% do EBITDA, com o contributo do negócio de engenharia industrial que cresceu 87%,
O CEO não descarta a assinatura de mais contratos em 2025, assumindo que continua em permanência a identificar oportunidades, sobretudo nos mercados core, “tendo a expectativa de promover um desenvolvimento da nossa operação no Brasil de forma mais relevante que no presente, e que nos motivou a adquirir recentemente a posição minoritária na nossa participada neste mercado”, afirma.
Para que o mercado português possa ter mais relevância para as empresas, Carlos Mota dos Santos entende que é necessário que existam planos de investimento publico a médio e longo prazo que permitam ter a capacidade de planeamento e assegurar capacidade instalada às empresas para responder aos desafios.
“Nessa medida, acreditamos que o projeto de Alta Velocidade ou o Plano Portos 5+ são bons exemplos para reforçar a importância do mercado português para cada empresa nacional que participem nestes projetos onde entendemos ser fundamental assegurar níveis elevados de incorporação nacional”, realça.
Sobre a evolução em bolsa, Carlos Mota dos Santos diz que o Grupo “vive um momento de níveis inéditos de atividade”, que permitem considerar que a Mota-Engil “evidencia potencial de geração de valor acrescentado no futuro”.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico