Os resultados continuaram a ser penalizados pela Altice Labs, afetada pela quebra das vendas de equipamentos e hardware nos mercados internacionais.
Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) caíram 3,4%, para 488 milhões de euros, mas excluindo a Altice Labs a contração é de apenas 0,2%.
O ritmo de crescimento das receitas acelerou 2,2 pontos percentuais no segundo trimestre, face aos primeiros três meses do ano, para 4,6%. Foram obtidos 695 milhões de euros em vendas.
O segmento de consumo cresceu 4,8%, com a energia em destaque. “A Meo Energia registou um crescimento sólido e expandiu significativamente a sua base de clientes, apesar de um contexto de mercado desafiante, marcado pela subida dos preços grossistas de energia e por uma concorrência intensa”, refere a empresa.
A base de clientes de energia mais do que duplicou, passando de 76 mil no final do segundo trimestre para 188 mil no final de junho. As receitas do segmento de serviços empresariais aumentaram 4,5%.
O EBITDA caiu 1,1%, para 244 milhões de euros, mas excluindo a Altice Labs, registar-se-ia um crescimento de 1,0% em termos homólogos, assinala a Meo.
Na mensagem que acompanha a divulgação de resultados, a CEO da Meo, Ana Figueiredo, realça que a empresa investiu 197 milhões de euros no semestre. RSF
Meo cresce suportada pelo negócio da energia
A energia tem sido a alavanca para o crescimento do negócio da Meo. As receitas da operadora de telecomunicações cresceram 3,5% no primeiro semestre deste ano, face aos primeiros seis meses do ano passado, para 1.392 milhões de euros, puxadas pelo segmento de serviços de consumo, onde a energia ganha cada vez mais peso.
