Esta semana o foco do mercado esteve nos resultados da Nvidia, uma das principais fabricantes de chips a nível global.
A divulgação dos resultados do segundo trimestre fiscal da Nvidia, atualmente a maior cotada do mundo em termos de capitalização bolsista, eram aguardados com grande expectativa pelos mercados. A empresa é uma das principais fabricantes de chips de última geração, utilizados nos mais recentes avanços em Inteligência Artificial (IA).
A Nvidia encerrou o seu segundo trimestre fiscal (terminado a 27 de julho) com lucros de 26,4 mil milhões de dólares (cerca de 22,5 mil milhões de euros), o que representa uma subida de 59%, em termos anuais, e de 41% face ao trimestre anterior. Já as receitas totais dispararam 56%, em termos homólogos, alcançando 46,7 mil milhões de dólares (cerca de 40 mil milhões de euros), acima do esperado, mas as receitas com os “data center”, atingiram os 41,1 mil milhões de dólares (35,1 mil milhões de euros), ficando aquém do previsto.
Os analistas ficaram desiludidos com os resultados e, sobretudo, com os comentários acerca do futuro.
A empresa atualizou as suas previsões, esperando agora uma receita de 54 mil milhões de dólares (46,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre fiscal, face aos 53,14 mil milhões de dólares (45,4 mil milhões) antecipados pelo mercado.
O CEO, Jensen Huang, espera obter uma permissão para retomar vendas para a China após fechar um acordo com os EUA para pagar comissões de 15% sobre os seus chips vendidos no Império do Meio. Contudo, sem regras formais em vigor nos EUA e com dúvidas sobre se os reguladores chineses irão desencorajar a compra de chips da Nvidia, a empresa excluiu as vendas potenciais na China das suas mais recentes previsões.
Esta incerteza levou as ações da Nvidia a cair mais de 1% no rescaldo da apresentação de resultados.
Na Europa, as bolsas têm sido penalizadas pelas preocupações com a situação política e financeira de França. Destaque para a gigante europeia da defesa Rheinmetall, que manifestou interesse em adquirir a construtora naval alemã Naval Vessels Luerssen (NVL), segundo fontes do setor, uma vez que pretende expandir-se para o setor naval. A NVL, de propriedade privada, é uma fabricante de navios militares, com vendas anuais de mil milhões de euros.
Os investidores têm os olhos postos na Rheinmetall, uma vez que se espera que a empresa beneficie do aumento dos gastos em defesa anunciados na Europa.
Em Portugal, a tendência positiva que vinha a marcar o PSI foi interrompida, acompanhando o sentimento europeu. Destaque para a Mota-Engil, que reportou um aumento de 20% nos lucros do primeiro semestre, para um valor recorde de 59 milhões de euros. Este desempenho foi impulsionado pela forte expansão em África, onde as vendas subiram 59%, para 1,05 mil milhões de euros. A empresa diz estar atenta à política de expansão dos portos em Portugal.
Expectativas da Nvidia desiludem os analistas
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