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Liderar a escola do futuro

Qual é o papel das universidades na produção de conhecimento, num mundo onde as máquinas respondem a quase tudo? Esta foi a principal questão da entrevista a Pedro Oliveira, Dean da Nova SBE,.

“Na Nova SBE temos vindo a refletir sobre estas questões e estamos a desenvolver, com parceiros académicos nacionais e internacionais, o conceito de escola do futuro e de sandbox, um motor permanente de experimentação onde ideias, de toda a comunidade Nova SBE, são testadas com recursos reais, em condições reais, e com uma avaliação séria do que funciona e do que falha. Queremos liderar o conceito de escola do futuro”, disse Pedro Oliveira.
Nesse sentido, a inteligência artificial (IA) está a mudar o próprio significado de aprender e ensinar ou os métodos de produzir novo conhecimento e isso traz dois desafios: o pedagógico e a avaliação. No primeiro caso, o pensamento crítico e a criatividade tornam-se mais exigentes. No segundo caso, e tendo em conta que os alunos podem usar a IA, como se pode garantir a autenticidade na produção de trabalhos. “Fazemos duas mil teses de mestrado por ano. Há quatro anos decidimos que íamos dar menos importância ao documento escrito. Ou seja, independente do que está escrito, o aluno tem de mostrar que sabe muito bem o tema que vai defender”, acrescenta.
E a introdução de IA potenciou o desenvolvimento dos alunos? “O que começámos a ver é com IA é muito possível ter um resultado académico melhor, porque o produto que vão desenvolver é interessante”, afirma, acrescentando ainda que as empresas que “recrutam os alunos da Nova SBE estão satisfeitas”. E sublinhauma orientação para desafios concretos, que evidencia que a aprendizagem não se esgota no contexto académico, estendendo-se de forma significativa ao ambiente empresarial. “Uma boa parte da aprendizagem acontece sempre na empresa. Mas os nossos alunos chegam lá bem preparados.”, diz. António Sarmento

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