A Inteligência Artificial (IA) tem vindo a transformar a forma de trabalhar graças ao manancial de ferramentas, cuja evolução não parece ter um fim à vista. A pergunta que muitos colocam é se a máquina seja ela em robô ou digital vai substituir a vertente humana.
No que ao setor imobiliário diz respeito, a resposta é clara: não!
“A IA não substitui o arquiteto porque não substitui aquilo que é verdadeiramente humano: a capacidade de interpretar o contexto, compreender o cliente, tomar decisões críticas e criar com intenção”, diz ao JE, Mariana Morgado Pedroso, CEO da Architect Your Home.
A arquiteta defende que a tecnologia precisa “do olhar humano para ganhar significado”, porque sem direção a IA é apenas um algoritmo.
Com presença em 119 países, 300 mil consultores e um volume de vendas de 20 mil milhões de euros, Hugo Santos Ferreira, CEO da mediadora de luxo Corcoran Atlantic, realça que estes números só são possíveis com a tecnologia.
Contudo, assume que os negócios continuam a ser fechados com base em confiança.
“No segmento high-end e com investidores internacionais, a componente humana é crítica: negociação, discrição, entendimento de objetivos estratégicos. A Inteligência Artificial potencia o processo, mas não substitui a relação humana”, diz.
Potencial que também é sentido na vertente humana pelo setor da construção, onde a principal mais-valia da IA reside na sua capacidade de processar volumes gigantescos de dados com rapidez, algo que ultrapassa a capacidade humana.
“No entanto, essa capacidade analítica não substitui aquilo que é essencial neste setor: a experiência, o raciocínio crítico, o conhecimento do contexto e a responsabilidade técnica”, diz Laura Esteves, diretora da área de projetos da Teixeira Duarte.
IA no imobiliário. Vertente humana não será substituída
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Especialistas identificam vários riscos e vantagens do uso da tecnologia em diferentes áreas do setor, mas assumem que a ferramenta precisa do “olhar humano para ganhar significado e potencial”.