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Em cenário inflacionista, Sonae disponível para flexibilizar margens

odos os cenários estão em aberto, suspensos pelo tempo que a guerra no Irão vai implicar nos mercados energéticos.

O grupo Sonae está a estudar cenários para o ano em curso, que passam de forma cada vez mais inevitável pelo aumento da inflação – sendo certo que “a guerra do Irão durar uma semana, um mês ou um ano” muda de forma radical quaisquer contas feitas em antecipação, disse a CEO, Cláudia Azevedo, na conferência de imprensa de apresentação do balanço de 2025. Nesse quadro, afirmou, e no que tem principalmente a ver com a MC – onde está acomodada a grande distribuição – o grupo está disponível para olhar para as margens que pratica. Como, aliás, sempre faz quando a envolvente pressiona a inflação em alta, recordou.
Neste contexto, o grupo está disponível para estudar a absorção de pelo menos uma parte de qualquer pico inflacionista que venha a verificar-se no futuro imediato. Ora, com o petróleo a rondar os 120 dólares por barril, não há neste momento qualquer cenário sério que coloque de lado um aumento da inflação.
De qualquer modo, reforçou, o CFO do grupo, João Dolores, não vale a pena antecipar qualquer cenário fechado, numa altura em que é de todo impossível perceber-se até onde irá o impacto do preço das commodities energéticas nos mercados globais.
De qualquer modo, referiu ainda o grupo, a intenção que se mantém em termos de investimento – que sobe a uma média anual próxima dos mil milhões de euros – é a de manter os fluxos dos exercícios mais próximos. “Esperamos que o nível de investimentos venha a ser igual nos próximos anos”, disse Cláudia Azevedo. Até porque, indicou, “queremos abrir mais lojas, para as quais só nos faltam as licenças” respetivas. Em defesa da sua posição de investidor, o grupo adiantou ainda que “a cobertura da dívida” – que em 2025 diminuiu face ao ano anterior – é suficientemente robusta, o que coloca a Sonae a salvo das variações súbitas das taxas de juro.
O grupo Sonae divulgou esta quinta-feira, 19 de março, ter atingido um resultado líquido atribuível aos acionistas de 247 milhões de euros (M€) no final de 2025, mais 11% que os 223 milhões obtidos no final do ano anterior. O volume de negócios consolidado cresceu 14%, para um valor recorde de 11,4 mil milhões de euros, “com expansão orgânica, reforço de posições de liderança, exploração de sinergias e gestão estratégica do portefólio”, refere ainda em comunicado enviado ao regulador do mercado.
O EBITDA aumentou 18%, para 1,2 mil milhões de euros, “refletindo o crescimento dos negócios e os ganhos de eficiência operacional”. A dívida líquida consolidada diminuiu 102M€. A proposta de dividendos por ação é de 6,217 cêntimos do euro.

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