Num último andar com vistas de “tirar o fôlego” para o Tejo e a ponte Vasco da Gama, o CEO Pedro Gomes, anuncia ao Jornal Económico (JE) um novo e natural passo na vida da TP Portugal (designação dada agora à Teleperformance Portugal): o lançamento de uma nova empresa.
“A TP expande a sua oferta de digital business services em Portugal com o lançamento da Findasense, posicionando-a como parceira estratégica para integrar dados, experiência e marca com impacto mensurável no negócio”, revela.
Findasense é uma agência criativa 360, especialista em brand experience (BX) que opera em nove escritórios e cobre mais de 30 mercados, incluindo Espanha e todo o continente americano, desde os Estados Unidos ao Chile. A nova empresa é liderada por Tiago Strecht (country manager - Portugal) e arranca em finais da próxima semana.
OCEOda TP Portugal assume a ambição de “consolidar Lisboa como hub de referência no sul da Europa para brand experience e inteligência data-driven”. E embora salvaguarde que, num mundo volátil e cada vez mais incerto, não é fácil quantificar metas, admite que daqui a cinco anos a Findasense poderá representar 10% do volume de negócios da TP em Portugal. “A nossa ambição é fazer crescer a empresa, seja no país seja em multinacionais com necessidades complexas na relação com os seus clientes”, salienta.
Pedro Gomes recebe o JE num dos cinco espaços que a empresa habita no Parque das Nações - o edifício onde também está sediada a Vodafone, na Avenida D. João II, uma reinterpretação contemporânea da Casa dos Bicos, projetado pelos arquitetos Alexandre Burmester e José Carlos Cruz Gonçalves.
“O mundo mudou”, afirma perentório. Explica que o “mercado deixou de separar marketing, experiência e operação” e que “a experiência é o novo campo de batalha competitivo”, rematando:“Hoje as marcas constroem-se na experiência, não apenas na comunicação”.
Os dados são a grande fonte de informação para poder construir essas experiências e a inteligência artificial (IA) a “máquina” que permite trabalhá-los. Além de toda a data pública, a nova agência tem acesso à matéria prima da casa-mãe, TP, uma multinacional global que fala com mais de metade do planeta todos os anos e detém dados abundantes sobre as preferenciais dos clientes e de como estes se relacionam com as marcas.
Pedro Gomes garante o respeito por “todas as regras europeias e outras”, “relacionadas com a proteção de dados dos clientes”, salientando que a TP é uma das primeiras europeias certificada com a ISO 42001, norma internacional que garante uma gestão ética e responsável da IA, de acordo com o IA ACT da União Europeia.
Com o típico portefólio de agência de comunicação e de marketing, a nova empresa tem a responsabilidade de desenhar a estratégia de relacionamento com a marca, criar conteúdo para os clientes utilizarem nas plataformas sociais, ajudar a gerir eventos onde as marcas se apresentem, criar redes de influência nas plataformas digitais e gerir serviços de relações públicas. “A Findasense traz capacidade de desenho estratégico de brand experience (BX) e a TP traz dados, IA, execução e escala global para garantir consistência e impacto mensurável”, adianta Pedro Gomes. É na junção entre ambas que está a criação de valor diferenciado. Ou seja, sintetiza: “A Findasense desenha experiências relevantes e a TP garante que acontecem em escala”.
Criada em 1978, a francesa Teleperformance instalou-se em Portugal em 1994. De empresa de customer care, evoluiu para parceiro de digital business services. Com lugar cativo no top 5 dos maiores empregadores privados no país, a TP Portugal conta atualmente com uma equipa de 14 mil colaboradores de 120 nacionalidades. O contributo desta plataforma global para a economia portuguesa mede-se ainda pelos seus cerca de 500 milhões de euros de volume de negócios anuais, dos quais uns cerca de 90% têm a forma de exportação de serviços.
Uma nova fase começa agora.
Teleperformance lança empresa de experiência de marca com IA
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Findasense arranca no final da próxima semana no país e tem a ambição de representar 10% do volume de negócios da Teleperformance daqui a cinco anos. Dados e inteligência artificial alavancam negócio.