A dona do Pingo Doce apresentou resultados líquidos de 646 milhões de euros em 2025, um crescimento de 7,9% face ao ano anterior. Na apresentação dos resultados, o grupo Jerónimo Martins (JM) informou que as vendas atingiram os 36 mil milhões de euros, ou seja, um crescimento de 7,6%. O presidente do grupo, Pedro Soares dos Santos disse que estes resultados com a “rentabilidade a dois dígitos mostram a solidez do grupo”, sublinhando a importância do negócio na Polónia. “É o país número 1 do grupo e isso foi pensado desde o momento em que fomos para lá, há 30 anos”. As vendas naquele país ultrapassaram os 25 mil milhões de euros, crescendo 7,5% (em euros), enquanto o EBITDA aumentou 9,8%, com a margem a atingir 7,9%
Para este ano, 2026, a Jerónimo Martins pretende abrir mais 120 lojas (atualmente são 3882) e um novo centro de distribuição (17, atualmente). Um “investimento forte”, nas palavras do presidente da JM que irá corresponder a “50% do total do grupo”. Não é certo que parte desse investimento seja feito na aquisição de lojas dos franceses Carrefour – que conta com 800 lojas, a maioria em franchising – que anunciou a saída do mercado polaco. Presente na apresentação de resultados, o CEO da Biedronka, Luís Araújo, escusou-se a comentar se existem negociações com o Carrefour mas avançou que está a olhar para todos os movimentos do mercado com atenção e que “existem localizações na Polónia que têm interesse”. “Depois de gerir a Polónia há dez anos, posso dizer que na perspetiva do país e do povo polaco gostasse para que a Biedronka fosse a solução para muitos ativos do Carrefour isso seria bom”. A Hebe, especializado em saúde e beleza é outras das insígnias do grupo naquele país e prevê a abertura de 30 novas lojas que se juntam às 394 existentes. Recorde-se que é a partir da Polónia que a JMgere o negócio na Eslováquia – que em março de 2025 inaugurou um centro de distribuição e uma loja. Às atuais 15 lojas vão juntar-se mais 35 durante 2026. Em Portugal , as vendas do Pingo Doce cresceram 5,3% para os 5,3 mil milhões de euros com um EBITDAde 322 milhões com a margem a atingir os 6%. Para 2026 está prevista a abertura de mais 10 lojas. Já o Recheio, que abriu em fevereiro uma loja na Grande Lisboa, aumentou a s vendas em 3% para os 1,4 mil milhões. A rede de parceiros Amanhecer conta agora com 758 lojas. Onegócio do grupo na Colômbia, com os supermercados Ara, teve um crescimento nas vendas de 13,3% de 3,2 mil milhões de euros.
Jerónimo Martins tem interesse em comprar Carrefour na Polónia
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Lucro cresceu 7,9%, para 646 milhões de euros, puxado pelo mercado polaco, que representa mais de 70% do negócio do grupo. Que quer crescer mais, mesmo com a instabilidade.