Skip to main content

BEI anuncia 300 milhões para investir em construção e reabilitação em Portugal

"Não poderia ser uma altura mais apropriada para anunciar que vamos aumentar o apoio à habitação em Portugal", afirmou a presidente do banco, Nadia Calviño, lembrando também o impacto que os investimentos do BEI têm tido nos últimos 50 anos da vida económica nacional.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) anunciou mais 300 milhões de euros para investir na reabilitação imobiliária e construção em Portugal, isto numa altura em que a crise da habitação toma o destaque do discurso político. O Banco fala em 70 mil fogos para construção ou renovação, além de verbas para a expansão do Metro em Lisboa.

Além da celebração de 50 anos de atividade do BEI em Portugal, o evento realizado esta terça-feira no Ministério das Finanças, em Lisboa, serviu para anunciar cinco medidas, uma por cada década, onde se inclui novo empréstimo para revitalizar o parque habitacional. O anúncio coube à presidente da instituição, Nadia Calviño, que reconheceu quão adequada esta será nesta altura.

“Não poderia ser uma altura mais apropriada para anunciar que vamos aumentar o apoio à habitação em Portugal”, afirmou, lembrando que, com este novo empréstimo, o montante global dos últimos dois anos neste sector chega a 3 mil milhões de euros.

Antes, e num painel que juntou Nadia Calviño com o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, o dirigente autárquico havia defendido que “sem o dinheiro europeu, incluindo do BEI, não haveria habitação social em Portugal”.

Também o Presidente da República visitou o tópico no encerramento do evento, pedindo ajuda da instituição para “dar maior escala e rapidez à resposta” a esta crise.

Além da verba para a habitação, houve lugar a mais quatro medidas anunciadas – “uma por cada década”, como ilustrou a presidente.

O BEI irá desbloquear 750 milhões de euros para as áreas afetadas pelas intempéries e tempestades do início do ano, montante que se dividirá entre autarquias, “para reabilitar infraestruturas e equipamento”, e pequenas e médias empresas (PME) afetadas na região. Além disso, o banco também irá financiar a expansão do Metro de Lisboa, isto no âmbito do “compromisso com finanças verdes”.

Portugal foi atingido, no início deste ano, por uma sucessão de tempestades, entre as quais a Kristin, que provocaram danos significativos em habitações, empresas, infraestruturas e equipamentos públicos, sobretudo na região Centro, levando o Governo a declarar a situação de calamidade em vários concelhos.

Em abril, o Governo apresentou à Comissão Europeia um pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, na sequência dos prejuízos provocados pelas tempestades que atingiram o país entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro, estimados em mais de 5,3 mil milhões de euros.

Finalmente, Calviño fez ainda saber que o BEI continuará a dar garantias à CGD para que o banco público conceda financiamento a PME e mid-caps, além de lançar a iniciativa ‘European Tech Champions’, para a qual o Estado português contribuiu com 50 milhões de euros.