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Agendas mobilizadoras com contributo estimado para o PIB entre 2,5% e 3%

Entre os exemplos mais mediáticos do potencial das Agendas destacam-se soluções como satélites portugueses, IA aplicada à gestão do tráfego espacial ou tecnologias de baterias de nova geração.

As 51 Agendas Mobilizadoras contratadas têm um impacto esperado superior a oito mil milhões de euros no volume de negócios até 2026, representando 11 mil novos empregos qualificados e um contributo estimado para o PIB de 2,5% a 3%. De acordo com os dados anunciados no âmbito do terceiro Encontro das Agendas Mobilizadoras, promovido ontem pelo IAPMEI em Santa Maria da Feira, as 51 Agendas contratadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) representam 5.400 milhões de euros de despesa elegível e 3.200 milhões de euros de incentivo, dos quais mais de dois mil milhões já pagos. No total, abrangem 1.098 copromotores, dos quais 874 empresas e 224 entidades do sistema científico, tecnológico e públicas.
“É tempo de agradecer às empresas, grandes, médias e pequenas, às universidades e centros de investigação, aos laboratórios, às agências empresariais, à Estrutura de Missão Recuperar Portugal, ao IAPMEI. E ainda não chegamos ao final do prazo, mas já é possível dizer que nas Agendas Mobilizadoras vamos cumprir os objetivos contratados com a Comissão Europeia”, disse Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial.
As Agendas Mobilizadoras constituem um dos principais instrumentos de transformação económica sustentável apoiados pelo PRR, promovendo a transferência de conhecimento para o mercado, o investimento produtivo, a criação de emprego qualificado, o desenvolvimento de novos Produtos, Processos ou Serviços (PPS) e o reforço da competitividade da economia nacional.
Assentes em modelos colaborativos, as Agendas mobilizaram empresas, entidades do sistema científico e tecnológico e entidades públicas, contribuindo para a modernização e reindustrialização da economia, para a transição digital e climática e para a criação de novas cadeias de valor.
Entre os exemplos mais mediáticos e demonstrativos do potencial das Agendas destacam-se soluções como satélites portugueses, inteligência artificial aplicada à gestão do tráfego espacial, medicamentos injetáveis complexos, tecnologias de baterias de nova geração, soluções de mobilidade elétrica, telemedicina e valorização de recursos naturais através da bioeconomia. “O próximo fundo para a competitividade que está anunciado no próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia, exige ambição e exige uma escala apropriada para que possamos concorrer com os principais consórcios europeus. Por isso, as agendas mobilizadoras são um ponto de viragem. Um ponto de viragem para a reindustrialização do país, para a valorização do conhecimento, para a afirmação de Portugal numa economia europeia cada vez mais exigente”, sublinha Manuel Castro Almeida.

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