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Autor
Miguel Baumgartner
Notícias
O memorando da sobrevivência
Em dezembro de 1972, Richard Nixon ordenou uma campanha de bombardeamentos maciços sobre Hanói e Haiphong. Durante onze dias, os Estados Unidos procuraram convencer o Vietname do Norte de que a continuação da guerra seria mais dolorosa do que a negociação. Poucas semanas depois, os norte-vietnamitas regressaram à mesa das negociações e os Acordos de Paris foram assinados. Em Washington falou-se de sucesso diplomático. Em Saigão falou-se de paz com honra. Em Hanói falou-se de resistência vitoriosa. Três anos mais tarde, Saigão caía.
O dragão acordou
Napoleão Bonaparte terá dito, ou pelo menos a História atribuiu-lhe a frase, que a China era um gigante adormecido e que, quando despertasse, faria tremer o mundo. Durante décadas, o Ocidente ouviu esta advertência como quem lê uma profecia distante. A China era a fábrica do planeta, o território das cópias baratas, dos brinquedos de plástico e das camisolas produzidas em massa.
A Europa e o véu do medo
Há temas que a Europa insiste em tratar com pudor, como se o silêncio fosse uma forma de virtude. O extremismo islâmico é um deles. Não por medo do terrorismo – que a Europa aprendeu, tragicamente, a enfrentar – mas por medo de parecer intolerante. Contudo, há momentos em que o silêncio é uma forma de rendição. O extremismo islâmico não é uma invenção da direita populista nem uma fantasia securitária. É uma realidade política e ideológica que põe em causa o coração da civilização europeia: a liberdade individual, a igualdade entre homens e mulheres e a soberania da lei democrática sobre qualquer outra lei.
China, o desafio final à América
“Conhece o inimigo e conhece-te a ti mesmo e não temerás o desfecho de cem batalhas.”
Os novos bárbaros: a Europa e o fio da navalha
Era uma vez um continente que tentou salvar-se da sua própria memória. Um continente que, de tanto sangrar, julgou ter aprendido a lição da catástrofe.
O medo como motor da história europeia
“A Europa não pode continuar a viver na ilusão de que a paz é garantida por inércia ou por terceiros.”
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