Será exagero dizer que “Tristão e Isolda” é um marco na história da música ocidental? Será excessivo ver nesta ópera de Richard Wagner os dramas inerentes à criação humana? Amor e morte, corpo e alma, determinismo e vontade. Simbolismo? Sem dúvida. Está lá tudo, desde a aspiração à morte libertadora à dissolução das almas na essência do universo. Os estudiosos da sua obra são categóricos. Dizem que, a partir de “Tristão e Isolda”, o estilo de Wagner se tornou contrapontístico, sobrepondo e fundindo os temas. Terá sido a obra que separou a antiga da nova harmonia, e a porta de entrada para a atonalidade do séc. XX.
Wagner em modo transcendental
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A Metropolitan Opera, em Nova Iorque, apresenta uma nova produção de “Tristão e Isolda”, pela mão de Yuval Sharon, que o New York Times considera “o mais visionário encenador de ópera da sua geração”.