A Ucrânia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram esta semana a acordo para novo programa de auxílio financeiro ao país do leste europeu, isto numa altura em que o foco em termos geopolíticos está colocado no plano de paz para a região, mas as obrigações orçamentais pressionam os cofres de Kiev.
Serão 8,2 mil milhões de euros em quatro anos para manter a estabilidade financeira e fazer face às obrigações do Estado ucraniano, que se encontra cada vez mais debilitado fruto da guerra de atrito lançada pela invasão russa do início de 2022. O acordo anunciado esta quarta-feira vem substituir a linha de 15,6 mil milhões aprovada em março de 2023.
Com uma parte altamente significativa do orçamento anual alocado ao esforço de guerra, representantes do governo ucraniano explicaram que o auxílio do FMI será fulcral para conseguir assegurar financiamento de outros parceiros.
“O governo preparou o Orçamento do Estado de 2026 em linha com o novo programa do FMI”, afirmou o primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, que aproveitou ainda para apelar a que as forças parlamentares do país ajudem a aprovar o documento. Segundo o ministro das Finanças, o país já recebeu 10,6 mil milhões desta linha definida em 2023.
Ucrânia assegura nova linha do FMI com 8,2 mil milhões
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O esforço militar ucraniano continua a esvaziar os cofres de Kiev, que conta com novo auxílio do FMI numa altura em que a proposta de paz dos EUA tem sido atacada de vários lados.