O secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, aproveitou esta conferência para elogiar a presença dos portugueses no mundo.
“Hoje temos uma diáspora altamente qualificada. É impossível perceber o mundo sentados a partir do nosso escritório em Lisboa. Os soft skills vão ser fundamentais para fazer negócios e estar presente nas cadeias globais”, afirmou.
João Rui Ferreira abordou também a importância da relação entre Portugal e o continente americano.
“É decisivo para a competitividade das nossas indústrias. Os mercados americano e canadiano têm um valor aquisitivo muito elevado, um papel decisivo sobre a margem que conseguimos reter”, salientou.
Sobre o crescimento económico, João Rui Ferreira considerou que é uma “prioridade estratégica para o Governo” e que a longevidade ativa deve ser uma “alavanca” ao desenvolvimento da economia, pois é fundamental que todos tenham um papel na sociedade.
“O crescimento económico sustentado exige uma base industrial forte, energias limpas, novos materiais e integrar cadeias de valor criativas. Sem indústria é mais difícil ter uma economia forte e coesão territorial”, explicou o governante.
A necessidade de a América Latina e Portugal voltarem a cooperar entre si, de forma a desenvolverem modelos de negócio que beneficiem as duas partes, foi o tema abordado por Angel Cardenas, gestor de infraestruturas para o desenvolvimento urbano e cidades criativas do CAF Banco de Desenvolvimento da América Latina | Uruguai.
O gestor salientou a necessidade de uma visão a longo prazo para que seja possível ter êxito económico entre as duas regiões.
“Ambos os países têm um grande potencial de colaboração. É preciso identificar as oportunidades”, referiu.
Angel Cardenas deixou ainda o alerta para o problema da longevidade na América Latina, que poderá afetar a região seriamente dentro de 25 anos.
“Em 2050, uma em cada 5 pessoas da América Latina terá 65 anos e passará dos 8% para os 25% da população. É preciso apostar na estabilidade social e política. Este envelhecimento poderá custar 7,3 triliões de dólares em 2050”, disse.
“Temos uma diáspora altamente qualificada”, afirma João Rui Ferreira
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O secretário de Estado da Economia considera que a presença dos portugueses no mundo é fundamental para ajudar o país a crescer e destacou a importância da relação com os EUA.