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Startups querem multiplicar por cinco o impacto no PIB

São 5.091 empresas ativas em Portugal, faturam 2.856 milhões de euros. O objetivo definido para a próxima década é chegar aos 15 mil milhões de euros.

Portugal já criou um ecossistema de empreendedorismo com dimensão suficiente para que o próximo grande desafio deixe de ser apenas o nascimento de novas empresas. Com mais de cinco mil startups no país, a prioridade passa agora por fazer crescer as que já existem, aumentar a sua capacidade de financiamento e internacionalização e transformar esse crescimento num contributo cada vez maior para a economia portuguesa.
“Nos próximos 10 anos, as startups vão representar 15 mil milhões de euros do PIB português”, diz Miguel d’Aguiar, CEO da Startup Portugal, ao Jornal Económico (JE).
É este o caminho que a entidade responsável por impulsionar o ecossitema empreendedor nacional quer reforçar . “As startups nunca abrandam. Estão sempre com o pé no acelerador e, por vezes, mudam o produto ou o serviço que oferecem”, diz Miguel d’Aguiar. “Nós temos de acompanhar esse ritmo”, acrescenta. “O que pretendemos fazer nos próximos anos é continuar a garantir esta curva ascendente para a economia”, explica.
Estas empresas geram atualmente mais de 28 mil empregos e pagam, em média, salários 81% acima da média nacional. Faturam 2.856 milhões de euros em receitas, o que representa cerca de 1% do produto interno bruto (PIB).
Já têm uma dimensão internacional, tendo exportado 1.571 milhões de euros. Existe um interesse muito significativo pelos mercados dos Estados Unidos, Brasil, Espanha, França e Reino Unido.
Ao nível dos setores de operação, verificou-se uma grande transformação ao longo da última década. “Há 10 anos, falávamos sobretudo de startups dedicadas ao desenvolvimento de aplicações para telemóveis. Hoje, assistimos a um crescimento cada vez maior de empresas de deep tech, ou seja, negócios que se encontram na interseção entre a ciência e a tecnologia”, sublinha Miguel d’Aguiar. Esta evolução abrange áreas muito diversas, desde os drones à roupa e ao calçado. “A health tech é também outro setor que tem registado um crescimento muito significativo”, acrescenta.

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