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Pestana lança projeto em Porto Covo após “maratona de quatro anos”

‘Pestana Porto Covo Beach Residences”, representa 100 milhões de investimento e esperou quatro anos para ser licenciado. Autarca de Sines lamenta “legado burocrático enraizado no país”.

O Pestana Hotel Group arrancou oficialmente com o seu mais recente projeto de imobiliário turístico. O ‘Pestana Porto Covo Beach Residences’ representa um investimento de 100 milhões de euros e, tal como outros empreendimentos, teve de lidar com todo o processo burocrático em Portugal.
Uma situação que mereceu uma manifestação de desagrado por parte de Álvaro Beijinha, presidente da Câmara Municipal de Sines, que marcou presença no lançamento da primeira pedra do projeto na passada terça-feira, 8 de setembro.
“Este projeto tem sido uma maratona. Teve um aquecimento de quatro anos e agora vai começar a verdadeira corrida. É lamentável que se levem quatro anos para licenciar um projeto em Portugal”, referiu.
Um cenário que o autarca lamenta que seja vivido um pouco por todo o país, seja no turismo ou noutras áreas.
“Há um legado burocrático que o país tem muito enraizado sobre si próprio”, afirmou.
Álvaro Beijinha elenca um conjunto de circunstâncias que levam a esta demora, entre as quais o facto de a Administração Pública ter menos funcionários nos seus quadros.
“O facto de não conseguirmos concorrer com o privado torna tudo isto muito complexo. Não é desculpa para tudo, mas, naturalmente, também acaba por ter alguma influência no tempo que os processos levam a ser avaliados, nomeadamente no município, que felizmente tem tido muito investimento e que é fundamentalmente conhecido pelo Porto de Sines, pela indústria, onde se fixam grandes projetos”, sublinha.
O novo empreendimento situa-se junto à Praia Grande, numa área de desenvolvimento turístico exterior ao Parque Natural.
O projeto ocupa um terreno de cerca de oito hectares, onde a área de construção representa 57% do total, priorizando a criação de vastas zonas verdes e espaços de lazer.
“Porto Covo reúne património natural e autenticidade, com um forte potencial de valorização sustentável. Desde o início, este projeto foi pensado para se integrar de forma equilibrada na paisagem envolvente, privilegiando uma baixa densidade de construção e amplas áreas verdes, com uma volumetria 40% inferior ao que permitia o Plano de Urbanização de Porto Covo”, diz José Roquette.
A aposta em Porto Covo, surge por uma necessidade de expansão para lá da Comporta, Troia e Melides. “Era uma região que já estava com muitos players e a ser muito disputada nos valores dos terrenos e quisemos dar um passo à frente do mercado, da concorrência”, conclui.
O ‘Pestana Porto Covo Beach Residences’ conta com 236 apartamentos de tipologias T2 e T3 e preços que começam acima dos 500 mil euros e superam os 800 mil euros e conta já com 70% das suas unidades comercializadas, na sua grande maioria por compradores nacionais.

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