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Sissoco Embaló de regresso a Bissau?

Antigo presidente estará de regresso a Bissau a poucos meses das eleições e, também, após o referendo constitucional que torna o sistema mais presidencialista.

O antigo presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prepara-se para regressar ao país, apresentando-se como candidato às presidenciais de dezembro.
O anúncio foi feito pelo próprio através de uma entrevista à “Jeune Afrique”, menos de um ano após o golpe de estado de 26 de novembro de 2025, que acomteceu em vésperas da divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais.
O regresso anunciado de Sissoco Embaló, que presidiu o país entre 27 de fevereiro de 2020 e 26 de novembro de 2025, acontece depois do referendo constitucional organizado pela junta militar com objetivo de tornar o sistema mais presidencialista.
De acordo com os resultados provisórios divulgados pela CNE, o “sim” venceu com 383.117 votos (70%) contra 160.904 do “não”. Dos 914.428 eleitores inscritos, 572.714 votaram, o que representa uma taxa de adesão ao voto de 62,6%, segundo a CNE.
Os guineenses participantes, excetuando os da diáspora, foram questionados se concordavam com a entrada em vigor da Constituição aprovada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), o órgão que substituiu a Assembleia Nacional Popular (ANP).
A pergunta deveria ser se os guineenses quereriam passar a ter um regime presidencialista, mesmo que a nova Constituição o mantivesse formalmente como semipresidencialista. Já se colocava anteriormente, principalmente quando Sissoco Embaló era Presidente da República e adepto do modelo, mas nunca com consequências práticas, como acontece agora.
Poucos meses depois de ter sido eleito, em 2020, Umaro Sissoco Embaló criou uma comissão para preparar uma revisão constitucional.

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