A concretização do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tem sido um desafio. Que metas é que ainda o preocupam até ao fecho?
Criou-se muito a ideia, está instalada, de que o PRR não vai ser executado, que há um risco enorme de não ser executado. Esse risco, de facto, existiu. Quando o então Presidente [da República] Marcelo Rebelo de Sousa falava insistentemente nisto, era um problema sério. A verdade é que fomos fazendo avanços e transformações que fazem com que hoje possamos aspirar seriamente a executar todas as subvenções do PRR até ao limite do prazo, que é 31 de agosto. O que eu lhe digo é que se não houver percalços imprevistos nos próximos meses, nós vamos executar totalmente o PRR.
Quando este Governo iniciou funções, estávamos a meio do período do PRR e a execução financeira real era de 7%. Pareciam 20%, mas 13% eram adiantamentos. A execução financeira real eram 7%. Portanto, nós temos que na segunda metade executar 93% do PRR e estou convencido de que vamos fazê-lo, se não acontecer nenhuma anormalidade.
“Sem percalços, vamos executar totalmente o PRR”
/
Garante que o atraso na aplicação dos fundos europeus foi recuperado e que os novos programas estão em marcha. Para cumprir prazos. “É uma obsessão”, diz.